Respirei fundo, bem fundo, porque se eu não respirasse ia descer a escada pelo corrimão com a Bianca pelos cabelos. — E a Isabela? — perguntei. — E o fisioterapeuta? — Eles iam comer à mesa, né… mas sem prato… — ela deu de ombros. — Eu creio que o fisioterapeuta nem ia aceitar comer, mas a Isabela… né… ela trabalha pra ele. E é uma menina educada. Eu encostei a mão na bancada de mármore. — Eu juro que essa menina está pedindo pra ser destruída por mim. — murmurei. — Eu concordo, Dona Helena. — Jurema disse com sinceridade. — E olha que eu não costumo me meter. — Não, não… você fez certo em me contar. — respondi, decidida. — Deixa comigo. Saí da cozinha com passos firmes. Subi a escada como se estivesse voltando vinte anos atrás, quando eu dava bronca no Davi por riscar a parede com

