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929 Words

Eu dei um sorriso pequeno, honesto. — Porque você merece saber a verdade sobre você. — Que verdade? — ele rebateu. Eu encostei o celular dele no peito dele, devolvendo. — Que você ainda é homem pra c*****o. — Isabela… — E que, pelo visto… — eu levantei uma sobrancelha — …não precisa de muito pra provar isso. A forma como ele respirou depois disso? Se eu tivesse que colocar num livro, eu escreveria: “Davi Montezzano ficou sem chão por três segundos inteiros.” Ele pegou o celular, segurou firme, como se precisasse de alguma coisa pra manter as mãos ocupadas. E eu apenas sentei de novo na poltrona, tranquila, cruzando as pernas devagar. — Quando você quiser falar de verdade — eu disse, suave — eu tô aqui. Ele abaixou o olhar. E pela primeira vez desde que cheguei naquela casa… O

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