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DAVI NARRANDO A Isabela parou o carro na vaga preferencial da clínica, e eu mesmo abri a porta do passageiro. Fiz a transferência com calma. A dor ainda estava ali, latejando, mas tolerável. Já tinha aprendido a camuflar isso com maestria. Só a Isa — e talvez meu fisioterapeuta — sabiam quando era mais que incômodo. Estiquei as pernas na posição mais confortável que consegui e empurrei a cadeira até a entrada, com ela vindo logo atrás, carregando a pastinha com meus exames anteriores, laudos e tudo mais que a gente já tinha de histórico. A recepcionista olhou pra mim com aquele sorrisinho protocolar. — Bom dia, senhor Montezano. Pode me entregar o documento? É a primeira vez aqui com o doutor Humberto? Assenti, entregando minha identidade. Isabela já tava ao lado, dizendo: — A consu

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