Ele arqueou uma sobrancelha, lento, daquele jeito dele que parece que tá te despiu com o olhar antes mesmo de falar: — Melou o quê? Eu virei na hora. — Nada! — respondi rápido, toda irritada. — Você tá entendendo errado, pelo amor de Deus. Eu falei nada, Davi. NADA. Ele sorriu. Um sorriso filho da p**a. Aquele sorriso torto que ele sabe que faz a gente perder o eixo. — Entendi errado, é? — Ai, vai se ferrar, sério… — eu passei a mão no rosto, com a camisa dele caindo enorme no meu corpo. — Eu já tô irritada, tô humilhada, tô sem roupa, tô pelada debaixo dessa porcaria de camisa, a mulher lá fora querendo me arrancar no tapa, e você me enche o saco ainda? Só falta me chamar de dramática. Vai, chama. Aproveita. Ele me olhou devagar. Muito devagar. Olhar grudado no meu corpo, descendo

