Gostei de ver ela feliz com pouco. Gostei de ver ela rindo, olhando a tela, escolhendo sabor como se fosse missão diplomática. Gostei de estar ali, naquele quarto, com ela perto. Eu tava esperando ela pra comer. E eu nunca esperei ninguém pra nada. Quando ela disse “pizza”, eu só aceitei. Nem discuti. Porque eu queria ver ela sorrindo de novo. Queria ver ela relaxar. Queria… sei lá. Queria ela ali. A verdade é essa. A verdade que eu nunca vou admitir em voz alta: Ter ela naquele quarto, com aquela coberta que eu botei, com aquele jeito leve dela, com aquele sorriso b***a por causa de pizza… me deu uma paz que eu não lembrava mais como era. Quando a campainha da guarita tocou avisando que a pizza tinha chegado, eu tava ali meio largado na cama, ainda com o corpo pesado do reméd

