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861 Words

Eu senti as bochechas esquentarem. — Mas… eu vou ter que trancar a porta, né? Vai que a dona Bianca entra aqui… Ele ergueu os olhos, lento, seguro. — Esquece a Bianca. Ela não vai entrar aqui. — Como é que você sabe? — perguntei, desconfiada. Ele riu, aquele riso perigoso, cheio de certeza. — Porque eu sei onde ela tá. Eu arregalei os olhos. — Como? — O carro dela — ele levantou o celular — que é MEU, tem GPS. Ela tá longe pra c*****o. E ocupada. Muito ocupada. Eu não sabia se ria, se ficava com pena, ou se agradecia a Deus. Ele completou: — Ela deve voltar amanhã pra infernizar de novo. Hoje não volta, não. Eu respirei fundo, apertei a camisa e a cueca no peito, e falei baixinho: — Então… eu vou tomar banho. Ele ergueu o olhar apenas por um segundo. Um segundo que queimou

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