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Eu fiquei parada por um segundo, vendo ele virar a cadeira e seguir direto pra dentro de casa, sem nem olhar pra trás. Não foi grosseria. Foi… fechamento. Daquele jeito que dói mais porque não vem com grito. Larguei o pegador na bandeja, pedi pro chef cuidar do resto e fui atrás dele, descalça mesmo, o piso gelado contrastando com o calor lá fora. Entrei pelo hall enorme, aquele cheiro de casa climatizada, tudo silencioso demais em comparação com o quintal cheio. — Ei… — chamei, tentando alcançar o ritmo dele. — Tá estressado? Ele não respondeu. Seguiu empurrando a cadeira com firmeza, entrou no elevador interno. Apertei o botão atrás dele e subi junto, de biquíni, cabelo preso, coração já apertado porque eu conhecia aquele silêncio. Quando as portas abriram no andar de cima, ele saiu

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