DAV I NARRANDO — CONTINUAÇÃO Eu saí do condomínio com uma sensação tão absurda de liberdade que até parecia que o ar tinha outro gosto. O céu tava azul, o vento entrava pela janela, a cidade se abria na minha frente como se eu tivesse acordado de um coma. Eu tava sorrindo à toa. Sorrindo mesmo. Parecia até que eu tava chapado de felicidade e eu nem uso mais nada dessas porras. Peguei a estrada principal, deixei o carro correr um pouco. A mão no adaptador, firme, segura. O motor respondendo bonito. O painel brilhando. A música tocando no carro botei um trap que eu curtia antes do acidente, um que eu sempre ouvia com o Fábio. A batida vibrava no peito, me dando aquela sensação de “tô vivo”. O celular começou a pipocar de notificação. Geral respondendo meus status. Gente da empresa, amigo

