ISABELA NARRANDO Eu já tava na minha segunda taça de vinho, comendo sushi como se fosse arroz e feijão, rindo das besteiras da Kelly, quando meu coração deu aquele aperto gostoso. Saudade. Daquelas que sobe sem pedir licença. Peguei o celular e falei: — Vou ligar pra minha mãe. A Kelly sorriu, sabendo exatamente o que isso significava. Toque… toque… e quando a câmera abriu, lá estava ela: minha mãe, toda descabelada, avental velho amarrado na cintura, a pia cheia de tabuleiro de bolo e o forno ligado atrás. — O que é, menina? — ela perguntou já rindo. — Tá me vendo assim toda acabada? — Mãeee! — falei abrindo um sorriso enorme. — Gostou do presente? Ela arregalou o olho. — O quê que você fez, Isabela? Hein? — levantou o celular mostrando a cozinha cheia de massa, garrafa térmica,

