KELLY NARRANDO Eu já tava rodando de um lado pro outro dentro do apartamento, igual barata tonta, esperando a Isa chegar. A cerveja já tava até gelando no congelador — isso quando não explode, né? — e eu ali, cheia de expectativa do nosso “sextou”. A porta abriu e a Isabela entrou devagar, com a cara meio amassada, meio cansada, meio… sei lá. Eu já fui logo falando: — AMIGA! Finalmente! Bora, bora, bora beber! Tá um calor do INFERNO, minha língua tá seca igual mármore de igreja! Ela largou as coisas no sofá como se tivesse carregando o peso do mundo nas costas. — Ai, amiga… — ela suspirou. — A gente pode ir amanhã? Hoje eu tô acabada. Eu fiz uma cara de morte. — A-MA-NHÃ? — repeti. — Amiga, amanhã tem BAILE! Tu não vai querer ir pro baile com a cara de que trabalhou na pedreira não,

