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ISABELA NARRANDO Assim que a gente chegou em casa, tudo entrou naquele modo silencioso de cuidado. O Davi ainda tava meio grogue por causa do remédio, com aquela cara de quem tá melhor, mas não tá cem por cento. Eu pedi os medicamentos na farmácia antes mesmo de entrar no quarto, porque já sabia que ele ia tentar “esquecer” depois. Conheço bem. Lá embaixo, a casa tava funcionando normalmente. Os colaboradores andando de um lado pro outro, aquele clima organizado de sempre. A Ju me viu passando com a sacola da farmácia e perguntou na hora: — O Davi tá no quarto descansando? — Tá sim — respondi. — Agora ele precisa ficar quietinho. Ela assentiu, compreensiva, e emendou: — E pro almoço, o que o senhor Davi vai querer hoje? Eu ri por dentro. Aquilo já tinha virado rotina. — Não sei ain

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