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DAVI NARRANDO Eu fiquei olhando pra porta fechada uns bons segundos, sem piscar. Nem sei explicar o que senti quando ouvi o barulho da maçaneta batendo e ela saindo. Um negócio quente, desagradável, tipo um soco no estômago. Mas não era culpa minha, né? CLARO que não era culpa minha. Ela que quis ir embora. Ela que quis me deixar aqui sozinho igual um o****o. E quanto mais eu pensava nisso, mais meu sangue esquentava. Eu joguei o controle da TV no peito, deixei cair do lado, sem vontade nenhuma de assistir p***a nenhuma. A televisão gigante descendo do teto parecia até zombar da minha cara: “olha só, você queria tanto sua vida de volta, agora tá aí… sozinho, num quarto enorme, com tudo que o dinheiro compra e ninguém pra olhar na sua cara.” Ah, vai tomar no cu. Eu virei de lado na cama,

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