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DAVI NARRANDO Minha mãe ficou me olhando por uns dois segundos, daqueles que parecem cinco minutos. Braço cruzado, sobrancelha arqueada, tentando ligar os pontos rápido demais dentro da cabeça dela. Helena é assim. Dramática, intensa, mas extremamente sentimental quando se trata das pessoas que ela gosta. E Isabela… bom, Isabela sempre foi uma dessas pessoas. Quando eu confirmei com a cabeça, do jeito mais simples possível, vi a expressão dela mudar na hora. O semblante duro deu lugar a um sorriso aberto, quase infantil. Foi automático. Ela levou a mão ao peito, como se tivesse recebido uma notícia boa demais pra processar de primeira. — Eu sabia… — ela murmurou, mais pra ela mesma do que pra mim. — Eu SENTIA isso. Eu suspirei baixo, passando a mão no rosto. — Mãe, fala baixo. Pelo am

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