Capítulo 17

880 Words
Quando terminaram o jantar, ela foi ao banheiro, ele pagou a conta e ficou a esperando, quando ela voltou, depois de retocar o perfume, a maquiagem, falou que ainda estava cedo, ele respondeu rindo intrigado. — Sim, ainda está cedo. Vamos andar um pouco, juntos. Ela sorriu levemente alterada, pelo vinho. — Não vai me mattar ou sequesttrar, né? — Ninguém, daria falta. Já vou avisando. Ela caminhava ao lado dele, cabisbaixa rindo. Ele a acariciou sutilmente nas costas. — Eu ainda, estou pensando. No que, fazer com você. Ela o olhou fixamente, nos olhos. — Fiquei muito curiosa para saber sobre suas mentiras… seus segredos. — Falou como se tivesse algo realmente importante. Pensei que talvez fosse bom tentar algo novo. Sair um pouco. — Sair da minha zona de conforto… Ele não conseguia parar de olhar para ela. — Fez bem, mas eu menti. Não tenho nada interessante pra contar. E meus segredos, ahh, vão para o túmulo comigo. — Por que não usa esse perfume para trabalhar? — Está tão diferente… devia se arrumar assim mais vezes. Ela ficou envergonhada, sorriu. — Esse perfume é muito forte, marcante. Ele sorriu irônico. — E forte não é bom? Eu gostei. Muito. — Como estão suas expectativas, para a viagem? Ela parou admirando uma vitrine de Natal, com muitas decorações. — Altas. Mas, estou sempre pronta, para o pior. — E antes que me sugira terapia… eu já fiz. Não adiantou. — Só realmente melhorei quando decidi inventar uma vida, alternativa. — Vamos atravessar a rua? Quero uma bebida. — ela perguntou. Ele estava mexendo no celular. — Vamos, claro. — Você não é a minha guia turística? — Estou em suas mãos. Ela foi indo para a guia, distraída. — Hummmm. — Vai confiar em mim? Tem certeza chefe? Distraída não viu um ciclista se aproximando, Dominic a puxou para perto pela cintura. — Cuidado! Nossa. — É melhor, eu tomar as decisões por aqui. Ela começou rir muito. — Não estou nada confiável realmente. Tenha cuidado comigo. Foram passando a rua, ele ficou próximo a ela, segurando sutilmente pela cintura. — Você quase nem bebeu. Mas parece estar, alterada. Ela ficou séria, afastou a mão dele irônica. — Todo mundo bebe nas viagens, você não? — Se me dispensar agora, vou para a balada sozinha, e você, coitadinho, não vai. Ele começou rir surpreso. — Eu bebo, só quero te entender melhor. — Não estou reclamando, de nada. — Vamos fazer o teste, de embriaguez. — Eu falo uma sequência de palavras e você repete, todas que se lembrar. Ela disse que queria tentar, foram a uma adega, ela foi fazer o pedido, começou conversar simpática, enquanto escolhia, ele se aproximou sério, querendo agarrá-la logo. — Eu não quero, peça só para você. Estavam bem pertinho um do outro, ela encostou a cabeça sutilmente em seu ombro. — Acha, que não devo beber? Ele a olhou com um sorriso m*****o. — Você vai me dar trabalho hoje né? Pela primeira vez, ela o olhou nos olhos fixamente séria, de pertinho. — Vou tentar, mas quer parar por aqui? — Às vezes eu tenho… péssimas ideias. Eu nem sei, o que estou fazendo. A encarando do mesmo jeito, ele colocou a mão nas costas dela, descendo até o bum.bum acariciando sutilmente. — Ótimo. Quero saber de todas as suas péssimas ideias! — Sei que veio, querendo algo. Ao sentir aquela mão grande em seu corpo, foi ficando nervosa, com a respiração ofegante, balançou a cabeça que sim, e se afastou para fazer o pedido. Ele sentiu o clima, percebeu que ela estava mandando sinais e não hesitou por um instante, encostou atrás dela a segurando pela cintura, como um casal. — Vou beber, com você. Mas, quero uma cerveja. Ela começou fazer o pedido, quase gaguejando, sentindo-o acariciando sua barriga, cintura, quadril. Ele estava achando graça, sentindo a respiração dela diferente, as mãos geladas trêmulas. Ela se afastou sem jeito. — Vamos sentar! Um pouco? Ele colocou a cadeira, de frente para ela. — Você gosta dessas bebidas destiladas? Sentou a encarando fixamente. — Posso continuar te tocando ou estou te assediando? Começou acariciar o braço, deu um beijinho no pescoço. — Sendo m*l-educado? Ela sorriu com os arrepios percorrendo seu corpo todo. — Gosto, da bebida. — Pode continuar com o que quiser, eu só… O olhou nos olhos de pertinho. — Não sei como fazer isso. Vai devagar. Ele a segurou pela nuca, chegou perto quase beijando, sentindo sua respiração. — Como preferir. Vou bem devagarinho. Ela fechou os olhos ao sentir seus lábios tocando os dela sutilmente; ele deu um selinho e se afastou. — Espero que realmente tenha vindo por mim. A puxou para perto abraçando, ela ficou sorrindo nervosa. — Vim pensando em coisas indecentes. Ele começou falar no ouvido, acariciando a perna dela de forma provocativa. — Adoraria ouvir boas propostas, vindas de você. — Gostaria de ir com calma, mas... — Já estou pensando em você n.ua, na minha cama. Chamaram por ela, ela levantou rápido para pegar o drink, toda sem jeito, com medo de se arrepender. Voltou e sentou, se fazendo de doida. — Eu amei essa cidade. Ele começou beber rindo. — Só gostei de ver você, nela.
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