Quando terminaram o jantar, ela foi ao banheiro, ele pagou a conta e ficou a esperando, quando ela voltou, depois de retocar o perfume, a maquiagem, falou que ainda estava cedo, ele respondeu rindo intrigado.
— Sim, ainda está cedo. Vamos andar um pouco, juntos.
Ela sorriu levemente alterada, pelo vinho.
— Não vai me mattar ou sequesttrar, né?
— Ninguém, daria falta. Já vou avisando.
Ela caminhava ao lado dele, cabisbaixa rindo. Ele a acariciou sutilmente nas costas.
— Eu ainda, estou pensando. No que, fazer com você.
Ela o olhou fixamente, nos olhos.
— Fiquei muito curiosa para saber sobre suas mentiras… seus segredos.
— Falou como se tivesse algo realmente importante. Pensei que talvez fosse bom tentar algo novo. Sair um pouco.
— Sair da minha zona de conforto…
Ele não conseguia parar de olhar para ela.
— Fez bem, mas eu menti. Não tenho nada interessante pra contar. E meus segredos, ahh, vão para o túmulo comigo.
— Por que não usa esse perfume para trabalhar?
— Está tão diferente… devia se arrumar assim mais vezes.
Ela ficou envergonhada, sorriu.
— Esse perfume é muito forte, marcante.
Ele sorriu irônico.
— E forte não é bom? Eu gostei. Muito.
— Como estão suas expectativas, para a viagem?
Ela parou admirando uma vitrine de Natal, com muitas decorações.
— Altas. Mas, estou sempre pronta, para o pior.
— E antes que me sugira terapia… eu já fiz. Não adiantou.
— Só realmente melhorei quando decidi inventar uma vida, alternativa.
— Vamos atravessar a rua? Quero uma bebida. — ela perguntou.
Ele estava mexendo no celular.
— Vamos, claro.
— Você não é a minha guia turística?
— Estou em suas mãos.
Ela foi indo para a guia, distraída.
— Hummmm.
— Vai confiar em mim? Tem certeza chefe?
Distraída não viu um ciclista se aproximando, Dominic a puxou para perto pela cintura.
— Cuidado! Nossa.
— É melhor, eu tomar as decisões por aqui.
Ela começou rir muito.
— Não estou nada confiável realmente. Tenha cuidado comigo.
Foram passando a rua, ele ficou próximo a ela, segurando sutilmente pela cintura.
— Você quase nem bebeu. Mas parece estar, alterada.
Ela ficou séria, afastou a mão dele irônica.
— Todo mundo bebe nas viagens, você não?
— Se me dispensar agora, vou para a balada sozinha, e você, coitadinho, não vai.
Ele começou rir surpreso.
— Eu bebo, só quero te entender melhor.
— Não estou reclamando, de nada.
— Vamos fazer o teste, de embriaguez.
— Eu falo uma sequência de palavras e você repete, todas que se lembrar.
Ela disse que queria tentar, foram a uma adega, ela foi fazer o pedido, começou conversar simpática, enquanto escolhia, ele se aproximou sério, querendo agarrá-la logo.
— Eu não quero, peça só para você.
Estavam bem pertinho um do outro, ela encostou a cabeça sutilmente em seu ombro.
— Acha, que não devo beber?
Ele a olhou com um sorriso m*****o.
— Você vai me dar trabalho hoje né?
Pela primeira vez, ela o olhou nos olhos fixamente séria, de pertinho.
— Vou tentar, mas quer parar por aqui?
— Às vezes eu tenho… péssimas ideias. Eu nem sei, o que estou fazendo.
A encarando do mesmo jeito, ele colocou a mão nas costas dela, descendo até o bum.bum acariciando sutilmente.
— Ótimo. Quero saber de todas as suas péssimas ideias!
— Sei que veio, querendo algo.
Ao sentir aquela mão grande em seu corpo, foi ficando nervosa, com a respiração ofegante, balançou a cabeça que sim, e se afastou para fazer o pedido. Ele sentiu o clima, percebeu que ela estava mandando sinais e não hesitou por um instante, encostou atrás dela a segurando pela cintura, como um casal.
— Vou beber, com você. Mas, quero uma cerveja.
Ela começou fazer o pedido, quase gaguejando, sentindo-o acariciando sua barriga, cintura, quadril. Ele estava achando graça, sentindo a respiração dela diferente, as mãos geladas trêmulas. Ela se afastou sem jeito.
— Vamos sentar! Um pouco?
Ele colocou a cadeira, de frente para ela.
— Você gosta dessas bebidas destiladas?
Sentou a encarando fixamente.
— Posso continuar te tocando ou estou te assediando?
Começou acariciar o braço, deu um beijinho no pescoço.
— Sendo m*l-educado?
Ela sorriu com os arrepios percorrendo seu corpo todo.
— Gosto, da bebida.
— Pode continuar com o que quiser, eu só…
O olhou nos olhos de pertinho.
— Não sei como fazer isso. Vai devagar.
Ele a segurou pela nuca, chegou perto quase beijando, sentindo sua respiração.
— Como preferir. Vou bem devagarinho.
Ela fechou os olhos ao sentir seus lábios tocando os dela sutilmente; ele deu um selinho e se afastou.
— Espero que realmente tenha vindo por mim.
A puxou para perto abraçando, ela ficou sorrindo nervosa.
— Vim pensando em coisas indecentes.
Ele começou falar no ouvido, acariciando a perna dela de forma provocativa.
— Adoraria ouvir boas propostas, vindas de você.
— Gostaria de ir com calma, mas...
— Já estou pensando em você n.ua, na minha cama.
Chamaram por ela, ela levantou rápido para pegar o drink, toda sem jeito, com medo de se arrepender. Voltou e sentou, se fazendo de doida.
— Eu amei essa cidade.
Ele começou beber rindo.
— Só gostei de ver você, nela.