Capítulo 3

1684 Words
AMANDA Depois de colocarmos nossas coisas nos respectivos quartos, tomei um rápido banho e saí com Kate para nos encontrarmos com Vanessa. Vimos ela há apenas alguns dias e elas já consideram que foi uma eternidade sem se ver. Bastante engraçado, na verdade. Mas como prometi a Kate que a acompanharia, não tive escolha além de ceder à sua saída. Mas, apesar disso, o que era para ser um almoço se transformou em uma entediante maratona de compras pelo shopping. E depois disso, fui arrastada para um bar para beber com elas. Eu bebo, mas não no nível em que elas estão acostumadas, uma hora depois e eu já queria me matar. Elas falavam tantas bobagens juntas que eu queria só rolar os olhos e estar em qualquer lugar, menos ao lado delas duas. Começaram a beber como se fosse o fim do mundo e, depois de um tempo, alguns caras se aproximaram de nós na intenção de nos conquistar. Não, senhores, por aqui vocês não vão conseguir nada. Mas minhas amigas deram corda para eles e mais um pouco, até que percebi que já estava ficando tarde e que eu havia combinado de jantar com Samuel. Jantar que não pretendo perder de jeito nenhum. Eu me levanto e todos me olham atentamente. ― Para onde você vai? ― pergunta Kate franzindo a testa. ― Para casa, estou cansada e te disse que sairia com vocês por um tempo, e já passamos o dia todo juntas ― digo e ela revira os olhos. ― Tudo bem, como quiser, mas não diga ao meu irmão onde estou, ou ele virá me buscar ― ela solta e continua bebendo. ― Como quiser... ― me aproximo dela para me despedir e digo no ouvido dela ― ...se precisar de alguma coisa, me chame, ficarei de olho ― digo, e ela assente com um sorriso. Pego minhas coisas, me despeço das outras pessoas e saio em busca de um táxi, o qual encontro imediatamente. Lembro muito bem do lugar, para caso eu precise vir buscar minha amiga. Sigo com o motorista que nos levou para o shopping e depois ao bar com todas as coisas que ela comprou. A maioria desnecessária, na minha opinião, mas cada um com suas escolhas. Chego em minutos à casa, pago o motorista e cumprimento o segurança que abre o portão gentilmente e me cumprimenta. Caminho tranquilamente admirando a fachada, acredito que nunca vou cansar de admirar o quão bonito é tudo, onde se pode ver ou apreciar o carinho que Samuel colocou na propriedade. Talvez ele tenha feito isso pensando que, a essa altura, já teria uma família, uma esposa e filhos, talvez até um cachorro. ― Eu seria feliz sendo sua esposa e com prazer daria a ele cinco filhos ― digo para o nada e sorrio com a minha ideia louca. Entro na mansão e o cheiro de comida me atinge no rosto e impregna no meu nariz. Puta merda, como cheira bem! Suspiro com os olhos fechados e começo a caminhar de forma involuntária em direção ao lugar de onde vem um cheiro tão magnífico. E ao colocar um pé na cozinha, vejo Samuel com um avental, descalço, uma camiseta preta simples que realça seus músculos e uma calça de moletom que se ajusta muito bem aos seus quadris. Meu coração dispara, minha i********e clama por ele, minhas mãos coçam para tocá-lo, minhas veias esquentam e até esqueço de como respirar. Ele está de costas para mim, mas assim que sente a minha presença, vira metade do corpo e me dá um rápido olhar acompanhado de um sorriso de ladino. ― O jantar estará pronto em alguns minutos, se quiser pode ir se trocar... para ficar mais confortável ― ele solta, mordendo o lábio inferior e se vira para continuar olhando a comida. Não digo nada, engulo o gemido que quase saiu dos meus lábios e viro-me quase correndo em direção ao segundo andar. Preciso de um banho frio, urgente! Tranco-me no quarto e deixo sair o ar que estava segurando. Meu corpo se encosta na porta, levo minhas mãos ao peito e fecho os olhos. Meu Deus! Que homem de quarenta anos mais sexy, assim não será possível resistir à tentação. Choro por intermináveis minutos por meu azar, ou sorte, não sei, depende do ponto de vista. Mas que vale a pena a vista... vale. Tomo um banho rápido para não fazê-lo esperar muito, procuro um vestido simples, leve mas adequado à situação. Também não quero estar muito arrumada, seria muito óbvio, e que vergonha se ele descobrir o meu interesse nele já de primeira. Nego com a cabeça, dou uma última olhada no espelho e saio em direção à cozinha. Ao chegar, vejo ele terminando de colocar os copos na mesa, para depois abrir uma garrafa de vinho, que imagino ser caríssimo. ― Como foi o seu dia? ― pergunta sem me olhar e até os meus cílios tremem ao ouvi-lo falar. Ele tem uma voz tão sensual que me enlouquece até nos sonhos. ― Bem... sua irmã é meio... intensa quando quer, mas eu sei lidar com ela ― digo e nós dois soltamos uma gargalhada. ― Não sei como uma garota como você, mais quieta e centrada que ela, são amigas ― ele diz e muitas vezes me pergunto o mesmo. ― Não sei, ela é louca e tudo mais, mas é uma boa amiga e acho que tantos anos nos conhecendo fizeram com que nos adaptássemos uma à outra ― digo, minimizando o assunto e encolhendo os ombros. ― Pode ser ― diz ele e, pela primeira vez desde que desci, ele me olha de uma forma que não sei decifrar. Novamente me olha de cima a baixo, morde o lábio e se vira rapidamente para a comida. Meu coração dispara, meu centro também, e o que dizer dos meus m*****s? Eles já estão mais do que endurecidos. Tento relaxar, andar normalmente para chegar pelo menos à ilha da cozinha e assim poder me sentar. Dessa forma, poderei controlar o tremor do meu corpo por sua presença aqui. Estamos sozinhos, não há mais ninguém ou alguém que possa ver à primeira vista. Isso faz com que meus nervos subam a níveis estratosféricos. Minhas mãos suam e minha cabeça não sabe qual frase coerente soltar agora para quebrar esse silêncio. Mas antes que eu possa dizer algo, Samuel se vira e vem com dois pratos nas mãos. ― Espero que não seja daquelas que contam as calorias em um prato de comida ― diz brincalhão, deixando o prato diante de mim, e eu sorrio. ― De jeito nenhum, amo comer e isso parece delicioso ― digo enquanto elogio sua criação, que parece muito boa. ― Mas experimente primeiro, não vá se arrepender das suas palavras ― solta um tanto sedutor enquanto bebe de sua taça. Pego o garfo e mergulho na comida, pegando uma boa porção e levando à minha boca, saboreando o quão delicioso está. Abro bem os olhos e fico olhando para Samuel. ― Caramba! Isso está ótimo, Samuel, você realmente cozinha muito bem ― digo sem acreditar o quão bem esse homem cozinha. Ele sorri e bebe de sua taça. Eu faço o mesmo, pego a minha e bebo enquanto o observo. Do nada, me sinto nervosa novamente, tremo por inteiro, mas tento fingir que não, e foco minha visão na comida para não olhar para ele. ― Obrigado, não tenho muito tempo para cozinhar, mas de vez em quando gosto de fazer isso, especialmente quando tenho uma companhia agradável como você ― diz, e eu fecho as pernas, aperto os lábios e assinto com a cabeça. Sorrio com a boca fechada e me concentro em comer e beber, assim como Samuel. Mas depois de alguns desconfortáveis minutos em silêncio, ele começa a conversar comigo, e começamos a falar sobre coisas diferentes, principalmente sobre trabalho. Falamos sobre a construtora e sobre o que estou estudando, e como se fosse mágica, a conversa flui de uma maneira incrível entre nós. ― Não pode ser, sério? ― digo, morrendo de rir ao ouvir suas histórias. ― Sim, foi uma tremenda vergonha, mas consegui lidar com isso da melhor maneira possível ― diz ele, e eu sorrio feliz por estar conversando com ele. Sorrimos por alguns minutos, até que decido me levantar para pegar a louça suja e lavá-la. ― Não é necessário, eu faço ― diz Samuel ao ver minhas intenções. ― De jeito nenhum, você cozinha, eu lavo. É justo ― digo sem olhá-lo, já que estou pegando as coisas. Mas enquanto pego tudo e ele insiste em me impedir de fazer isso, acabamos derrubando minha taça e o conteúdo cai em sua roupa. ― Meu Deus! Eu sinto muito, Samuel, desculpe, eu... ― digo deixando tudo na mesa e pegando algo para limpar. ― Não se preocupe, estou bem ― diz ele, mas me sinto tão m*l pelo que fiz que não percebo onde estou secando até que ele segura meus pulsos para me deter. Levanto meu olhar e franzo a testa. Samuel aponta para baixo, especificamente para onde estão minhas mãos. Não entendo o que ele quer dizer até abaixar o meu olhar e... oh, meu Deus! Fico corada até os cabelos, tremo ligeiramente, arregalo os olhos o máximo que posso, e quero que a terra me engula e me cuspa em Plutão. Estou tocando... seu... seu íntimo, seu m****o, seu pênis! Seu saboroso e magnífico espécime, mais que exemplar e único no mundo. Santo Senhor, proteja-me com seu espírito! ― Eu... eu, e-eu ― tento falar, mas Samuel solta um dos meus pulsos e, com essa mão, segura meu queixo e faz com que eu olhe em seus olhos. Oh, meu Deus! Acho que vou desmaiar! Centímetros, apenas centímetros nos separam, ele se aproxima de mim, porque estou congelada em meu lugar. Sinto os batimentos do meu coração nos meus ouvidos, e acho que logo terei um ataque cardíaco. ― Amanda... ― diz com sua voz rouca, sexy e puramente sensual, e droga, acho que ele vai me beijar...
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