O Convite Quando Thiago chegou em casa naquele sábado, não passou pela sala, não cumprimentou ninguém, não parou para conversar. Subiu direto para o quarto, fechou a porta e encostou-se nela como se precisasse recuperar o fôlego — não do corpo, mas do coração. Morgana tinha lhe dado mais do que um presente naquele dia. Tinha lhe dado o primeiro beijo dela. Ele passou a mão pelos cabelos, ainda sentindo o cheiro do campo, do vento, do piquenique simples que tinha sido perfeito. Sentou-se na cama, olhou para o teto e sorriu sozinho, meio bobo, meio incrédulo. Não tinha sido um beijo apressado, nem cheio de técnica, nem cinematográfico. Tinha sido real. Delicado. Um beijo que dizia “confio em você” sem precisar de palavras. — Caramba… — murmurou, fechando os olhos. Do outro lado da cid

