Urso narrando O sangue fervia sob a pele como ácido, corroendo cada parte do meu juízo. A vontade de explodir o Tigre com as próprias mãos crescia a cada segundo que eu encarava a cara de p*u dele, ali, na porta da boca da favela dele, no mesmo lugar onde eu vi com os meus próprios olhos a Jéssica descendo do carro dele com aquele sorriso de quem se achava invencível. O corpo da vagabunda já tava todo arrebentado. A madeira atravessada no braço, o sangue escorrendo, o gemido abafado entre dor e humilhação. Eu não tive pena. Nenhuma. Segurei ela pelo cabelo e arrastei pelos fundos da boca, passando pelos becos sujos da favela do Tigre como se eu carregasse um animal imundo. O carro tava no matagal, escondido como eu gosto, e eu taquei o corpo dela dentro do porta-mala com tanta força que

