Luana narrando Acordei de novo nos braços dele. E por mais que o corpo ainda estivesse pesado, cansado, e a cabeça latejando de tanto pensar, bastava encostar no peito dele que tudo suavizava. Era como se, por instantes, todo o peso que eu vinha carregando nos últimos tempos evaporasse com um toque, com a respiração dele batendo leve no topo da minha cabeça. O Jonathan tinha esse poder — de acalmar o caos que me habita. De silenciar os gritos internos que às vezes eu nem percebo que tô soltando. Eu me desvencilhei devagar, com cuidado, pra não acordá-lo. Não porque eu queria fugir, mas porque ele tava ali, tão entregue, tão relaxado, com uma expressão de paz no rosto, que parecia até que a gente tinha viajado no tempo. E por alguns segundos eu me permiti ficar ali, parada, na frente da

