Ele se ergueu cambaleando. O nariz dele já sangrava muito. — Tu quer meu sangue, Feijão? Então toma. — ele rosnou, cuspindo sangue. Eu avancei de novo. E ele puxou a faca da cintura, girando com fúria e cortando meu braço. O corte abriu com facilidade, mas eu não dei espaço pra ele respirar. Encostei ele na parede e comecei a desferir socos no estômago, no rosto, no peito. Cada um dos meus golpes vinha com o peso de trinta anos. Trinta anos de lealdade quebrada. De silêncio engolido. De confiança cuspida no chão. — Tu vendeu teu comando, p***a! Tu se aliou com a milícia. Tu traiu a família, e isso não tem perdão. Tu se perdeu, Fuscão! Tu não é mais líder de p***a nenhuma! — Eu sou o fim, Feijão. Tu só não entendeu isso ainda. — ele falou, com o sangue escorrendo dos dentes, o olho já f

