— Você gostou do buquê da mamãe, filha? — o Urso perguntou, todo bobo. — Gostei. — ela respondeu com os olhinhos brilhando. — Esse aqui é o seu. — ele entregou o menorzinho pra ela, que ficou em êxtase, pulando em cima da cama. — Olha, mamãe! Eu tenho igual ao seu! Só que o seu é do seu tamanho, e o meu é do meu tamanho! — ela comemorou com uma alegria tão genuína que me fez querer chorar de novo. — Hoje o café na cama é pras duas princesas. — o Urso disse, pegando a bandeja e colocando entre nós. Ela bateu palminha, sorrindo. — Te amo, papai. — ela disse, e eu fui engolida de vez pela emoção. Porque essa garotinha me desmonta. Toda vez. Cada progresso dela, cada palavra nova, cada abraço apertado. Cada vez que ela aprende algo novo e mostra mais independência, é um presente. Urso

