Debora narrando Voltar pro morro foi como enfiar a mão em brasa. Eu sabia que ia doer, sabia que ia arder, mas eu também sabia que era necessário. A favela é meu campo de batalha, e hoje eu não vim pra passear. Eu vim pra deixar claro que quem manda de verdade voltou. Eu vim pra marcar território, pra mostrar presença, pra encostar o meu nome de novo nas paredes que ainda sangram a história que eu vivi ao lado do Tigre, lado esse que agora eu cuspo com desprezo. Mas nem nos meus piores pensamentos eu imaginei dar de cara com aquela cena logo de cara. Quando o carro fez a curva e a praça se abriu diante de mim, lá estava ela. A 02 do Tigre. A p*****a de vitrine. A que diz estar grávida dele. Ela tava no centro da praça, cercada das amiguinhas de sempre, rebolando ao som de um funk qua

