Capítulo 96-2

637 Words

Eu tremia. De raiva, de ódio, de nojo. Mas meus golpes eram certos, controlados, porque eu não tava fazendo isso no impulso. Eu tava fazendo porque precisava. Porque esse era o meu perdão: a surra. O sangue dela escorria pelo canto da boca e pingava no chão de cimento. Mas aquilo não me bastava. Não bastava ver ela caída. Eu queria ver ela quebrada. — Levanta, Jéssica! VAMOS, p***a, LEVANTA! Ela gemia, cuspia sangue, chorava, mas não obedecia. Tava mole. Mole de medo, mole de dor. Então eu catei ela de novo. Mão no cabelo. Puxei com tanta força que a cabeça dela veio junto, o corpo arrastando. Os joelhos ralando no cimento áspero, deixando um rastro de sangue, de vergonha, de desgraça. — Olha pra mim! — gritei, com o rosto colado no dela. — Tu não vai desmaiar sem escutar cada pala

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