Aquela cara de cachorro que pede desculpa e ameaça morder ao mesmo tempo me desmonta. Ele sabe. Sabe como me atingir. Mas eu também sei jogar. — Meu amor… até se eu for de burca, você vai surtar. Então relaxa. Toma um calmante. No final, vai dar tudo certo. Ele me olha com aquele brilho nos olhos que mistura desejo com fúria. Agarra minha nuca com força, me puxa pra perto com brutalidade e me beija com a boca cheia de raiva e saudade. — No final, tu vai me dar a b****a, cachorra safada. O beijo dele me rasga inteira. Não é beijo de despedida. É promessa. É aviso. Ele não fala, mas o corpo dele grita: “não brinca comigo.” Eu deixo o vestido ali, pendurado no gancho da toalha, e a gente desce junto depois. A mesa já tava posta, a janta cheirosa, a minha sogra rindo de canto. Sophia toda

