Capítulo 132-2

1024 Words

Felipe se afastou um passo, o corpo tenso, os ombros duros. O olhar dele era como uma lâmina. Me atravessava com intensidade, com dor, com lembrança, com uma raiva que não era só do presente — era do passado m*l resolvido, das escolhas, das traições, dos silêncios. — O Urso e o Zé vão te contar o resto amanhã. — continuei. — Tem coisa que eu não posso. Tem coisa que eu não devo. Mas o que eu posso te pedir… é que você pense na Rocinha. Não em mim. Não no que eu te fiz. Não no que nós vivemos. Só pensa na favela, em tudo o que você também lutou pra construir. No que a gente construiu. Esquece a mágoa. Esquece a raiva. Só por um instante. Só pra isso. Eu só quero saber se eu posso contar com você. Ele permaneceu imóvel. O olhar fixo no meu. Duro. Profundo. Cortante. Parecia que via através

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