Capítulo 133-2

819 Words

Ela praticamente me entregou meu cronograma semanal ali mesmo. Sem me perguntar se eu concordava. Decidiu, impôs, como se soubesse exatamente do que eu precisava antes mesmo de eu abrir a boca. — E quanto você cobra pra limpar a casa? Ela se virou, agora me olhando com um sorriso debochado. — Meu amor, eu sou cozinheira. Não sou faxineira. Meu tempo já é apertado demais. Eu vim aqui porque o meu genro implorou. Mas se é pra contratar gente pra limpar, tenho certeza que não vai faltar mulher querendo. Só que eu, sinceramente, não abro mão dos meus meninos. E muito menos da minha rotina. Eu vim pra cozinhar. E só. Fiquei em silêncio. Só observando. Cada curva, cada movimento, cada rebolar sutil. O cabelo preso de qualquer jeito, o pano jogado no ombro, o avental sujo de farinha, o som do

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