Ele falou com uma sinceridade, com uma força, com uma vontade tão genuína que eu fiquei muda por uns segundos. Senti aquele calor subir no meu corpo, não só de desejo, mas de emoção. Era como se, naquele momento, todo o mundo lá fora tivesse silenciado. — Mas… e a Sophia? — perguntei, baixinho. — Como você acha que ela ia lidar com isso? Ele ergueu o rosto e me encarou, os olhos firmes, mas suaves. — Ué, a gente vai ter que explicar, fazer ela entender devagar. Até porque ela é tão apegada a você quanto a mim. Mas isso… isso é fácil da gente resolver. A Sophia não é empecilho algum, amor. Fiquei em silêncio. Pensando. Refletindo. Porque negar… não dá pra negar. Falar que é impossível? Isso não existe. Ainda mais do jeito que a gente vive, do jeito que a gente transa, da intensidade que

