Aquela mulher, que eu achei que estava me estendendo a mão, tava só se aproveitando da minha fragilidade. E eu… eu ali, destruída, ouvindo tudo, no silêncio do meu quarto, com a ligação ainda ativa. Ela cuspiu tudo com uma frieza que me arrepiou. E naquele momento, eu entendi: ela nunca gostou de mim. Nunca respeitou o próprio filho. Nunca quis o bem de ninguém. Ela só queria dinheiro. Só queria controle. Ela vibrou a morte do meu filho. E isso eu nunca esqueci. Desde aquele dia, eu engoli essa história sozinha. Nunca contei pro JN. Nunca falei nada pra ninguém. Porque a gente tava separado. Porque eu não via motivo pra acirrar ainda mais os conflitos. Eu segui na minha. Firme. Calada. Mas com a raiva alojada no peito. Com o asco grudado na garganta. E foi por isso que, quando ouvi a vo

