Guardei o celular e me virei pro Zé — Zé, tu vem comigo. O Zé já se levantava quando o celular dele começou a tocar. Ele atendeu na hora, fez uma cara preocupada, e me passou logo a visão. — É o Fuscão. Tá me cercando desde ontem, querendo saber de você. Disse que não consegue mais falar com teu número da cadeia. Se ele ainda não descobriu, vai descobrir que tu saiu de lá. — falou sério. Passei a mão no rosto, respirando fundo. — No caminho tu vai me contando as coisas que ele já sabe, e o que ele tem feito por aqui porque o que eu sei também não me alegra também não. Débora e Felipe foram cada um no seu. Eu e Zé seguimos juntos, no carro do comando. Na descida da favela, passamos na frente da pensão. E, como se o universo fizesse questão de atiçar, ela tava lá. A Adriana. Toda s

