— MÃÃÃE!!! — FILHA!! — Débora começou a gritar e chorar ao ver o rosto da filha. — Filha, meu amor, você tá bem? Você tá bem, meu Deus? — Tô, mãe… tô com o tio Lipe… — ela falava, soluçando. — Débora, escuta. Eu vou travar o carro e deixar ela aqui contigo pela chamada. Eu vou ali resolver umas coisas e volto. Você vai ver tudo por aqui, fica com ela, acalma ela. — eu falei, já me afastando. — Não, tio! Fica comigo! Por favor, não vai! — Lavínia agarrava meu braço com força. — Ei, ei… olha pra mim. O tio Lipe já volta. Eu tô indo só ali. Você tá segura aqui, o carro vai travar. Olha a mamãe aqui com você, tá bom? — falei, tentando sorrir, mesmo com o sangue borbulhando nas veias. Travei o carro. Olhei pra ela uma última vez e respirei fundo. Voltei pro casebre com o olhar de morte.

