— Levo sim. — ele respondeu quase com um sorriso torto. — Quer que te pague alguma coisa? — Que isso, tá tranquilo. Tô na conta do patrão. — ele falou com aquele tom que carregava mais do que palavras. E eu congelei por dentro, mas segui calada. Não ia dar liberdade nem alimentar qualquer tipo de ideia errada sobre mim. Chegando em casa, minha mãe já tava de pé, sentada na cozinha com aquele café preto forte que só ela sabe fazer. Quando me viu entrando com a roupa dele, sacola na mão, cara de ressaca de f**a, ela abriu um sorriso sacana, meio rindo, meio debochando. — Tudo bem, dona Nicole? — Ai, mãe… sem comentários! — falei soltando uma risada meio nervosa, mas sem conseguir esconder o brilho nos olhos. Dei um beijo nela, fui direto pro banheiro, tomei outro banho, dessa vez mais

