Falei com a voz embargada, mas firme. E antes que qualquer coisa saísse da boca dele, virei e voltei pro banheiro. Entrei de novo debaixo do chuveiro, ainda tremendo. A água batia nas minhas costas, mas parecia que não lavava o que eu sentia. — p***a… — murmurei pra mim mesma. — Crente que era o hospital… alguma notícia da nossa menina. E é essa p*****a?! Eu não sabia como ela tinha conseguido o número dele. E, sinceramente? Eu preferia nem saber. Porque se eu soubesse onde aquela v***a tava… A minha vontade de aparecer lá e arrebentar a cara dela era maior do que qualquer outra coisa nesse mundo. Eu ainda tava debaixo do chuveiro, tentando recuperar o ar, tentando fazer a água quente lavar a raiva que ainda fervia por dentro. Mas não dava. A imagem daquela desgraçada ligando, se faz

