Urso narrando O mundo simplesmente parou. Parou de girar, parou de fazer barulho, parou até de respirar por alguns segundos. Eu fiquei ali, travado, com o coração disparado no peito, quando ouvi minha filha chamar a Nicole de mamãe. Foi uma palavra só. Pequena. Simples. Mas que carregava o peso de tudo o que a gente vinha vivendo nos últimos meses. A Nicole congelou no mesmo instante. A expressão dela misturava susto, espanto, e alguma coisa muito parecida com medo. A minha mãe, por outro lado, abriu um sorrisão enorme, daqueles de encher o rosto, e foi instintivo o sorriso que eu abri também. Um sorriso de quem entendeu o que aquilo significava. Um sorriso que transbordava mais do que felicidade… transbordava realização. — Você aprendeu, filha… — minha mãe falou, toda emocionada, com

