Ela andava de um lado pro outro, inquieta. A perna não parava. Era como se ela precisasse socar alguém. Gritar. Explodir. E, por dentro, eu também tava igual. Sentia o sangue pulsando nos ouvidos, a raiva borbulhando nas têmporas. Não era só o erro. Era o tamanho dele. A proporção. Como é que deixam essa p***a acontecer bem debaixo do meu nariz? — Isso não dá pra ficar assim — ela continuou, os olhos quase saltando. — Como é que essa vagabunda entrou? Como é que esses moleques dão um mole desse ? — ela fala estressada Eu respirei fundo, mas a revolta me corroía. — Vou pegar o acesso das câmeras aqui pelo celular. Se eu não conseguir… eu vou lá na boca. — falei, firme, já destravando o aparelho. O JN já tinha sacado a seriedade do bagulho. Mexia no celular dele também, mas dava pra ve

