— Não faz isso, p***a… eu preciso sair. — falei, respirando fundo. — Daqui a pouco eu tô de volta. Qualquer coisa, me liga. Ela assentiu, me deu mais um selinho, e eu fui. Peguei meu fuzil, atravessei nas costas. Conferi a Glock carregada na cintura, recarreguei, fechei o coldre. Saí pela porta pronto pra guerra. Agora era comigo. Morro do Tigre. Se ele acha que me enganou. Que passou batido. Mas ele esqueceu de um detalhe: eu também sei andar na Rocinha sem ser visto. Eu também sei entrar pelas brechas, pelos acessos que nem morador velho conhece. E agora eu quero ver qual vai ser a dele quando eu encostar de fuzil na mão. Quero ver o discurso. Quero ver a cara. Quero ver se ele é homem mesmo ou só mais um o****o que se acha bandido. Se essa p***a toda foi jogada dele, ele vai morrer

