Ela abriu a sala, apagada, fechada, aconchegante. Deixou a porta encostada e foi direto pro canto da sala, mexendo em algumas coisas, fingindo que tava ocupada, mas eu via que ela só tava tentando ganhar tempo pra segurar a emoção que borbulhava no fundo dos seus olhos. Fiquei de pé, parado, sem saber se me aproximava ou se respeitava o espaço dela. Mas p***a, era difícil pra c*****o ficar longe dela. — Lu… — chamei baixo, rouco, quase num sussurro. Ela parou o que tava fazendo, respirou fundo e se virou pra mim. Seus olhos brilhando, cheios d’água. E eu não aguentei mais ficar só olhando. Dei dois passos rápidos e fiquei de frente pra ela, bem de frente, tão perto que eu podia sentir a respiração dela batendo no meu peito. — Fala comigo… — pedi, minha mão tremendo pra tocar seu rosto

