Capítulo 113

1060 Words

Tigre narrando A primeira coisa que eu senti foi o peso. O corpo inteiro moído, costela parecendo que tava enfiada no pulmão, e o gosto de sangue seco ainda na garganta. Tentei abrir os olhos, mas a luz branca do hospital bateu como soco na cara. Merda… Era real. Eu tava ali mesmo, fodido, deitado numa cama dura, com o braço preso no soro e o peito cheio de curativo. A cobrança veio. E veio pesado. — SEGURANÇA! — gritei, com a voz rasgando o ar estéril daquela p***a de quarto. — CADÊ TODO MUNDO, c*****o?! A porta abriu com calma, como se quem entrasse tivesse medo até do ar que eu respirava. Era o Nando, um dos meus homens de confiança. Olhou pra mim com aquele semblante de quem sabia demais e não queria ser o mensageiro. Já senti que vinha merda. — Acordou, chefe… Tá vivo, graças a

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