Nicole narrando O ar daquela sala de espera parecia pesado demais para ser respirado. Cada segundo que passava sem notícia da Sophia era como um prego a mais fincado no meu peito. Eu estava sentada, colada no Urso, os braços em volta do seu corpo como se meu toque fosse capaz de conter toda aquela dor, toda aquela tempestade que se formava dentro dele. E talvez não fosse, mas ao menos eu queria que ele soubesse que ele não estava sozinho. Eu estava ali. Por ele. Por ela. Pela gente. O Jonathan e a Luana não paravam de me mandar mensagem, aflitos, querendo entender o que estava acontecendo, mas eu não tinha nem forças pra responder direito. Criei um grupo com os dois e com a minha mãe, pedi que se unissem em oração pela nossa pequena, que fizessem uma corrente, que colocassem o nome da S

