Nicole narrando - continuação Olhei pra cara das duas. Minha mãe e a Luana me encaravam como se tivessem certeza de tudo. Eu tentei disfarçar, segurei o riso. Mas por dentro, o bebê mexia, e eu sentia ele cúmplice. Nosso segredinho. O bebê colaborando, segurando os enjôos, me ajudando a manter a pose. Porque se eu passasse m*l ali na frente das duas… pronto. Elas matavam na hora. Comi qualquer coisa. Ainda com medo. Porque a fome vinha, mas o enjoo também. E se o cheiro da comida me derrubasse ali mesmo? Mas o bebê ajudou. Aguentou firme. E quando a porta lá da frente rangiu e os passos firmes ecoaram na casa, meu coração disparou. Eles chegaram. Levantei de um pulo. Corri. Quando vi a Dona Vera entrar, eu abracei ela com força, sem pensar, sem medo. Eu tava tão aliviada, tão feliz, tão

