Capítulo 205

1459 Words

Urso narrando Eu tava cego, meu irmão. Cego. Cego de ódio, cego de medo, cego de desespero. Só de imaginar que a minha mãe — a minha mãe, p***a! — tava correndo um perigo desse tamanho, desse nível, desse peso… me dava uma vontade de explodir o mundo com as próprias mãos. Eu sempre cuidei muito dela. Muito. Desde moleque. Antes mesmo de entender o que era ser homem, eu já sabia que a minha missão nessa p***a de vida era proteger aquela mulher. A mulher que me botou no mundo. Que segurou minha onda quando ninguém segurava. Que me abraçou até quando eu já tava sujo de sangue, até quando ela não concordava com nada do que eu fazia, mas me olhava com aquele amor que não se compra, não se mede, não se quebra. A minha mãe é sagrada. Intocável. Inatingível. Inviolável. E é por ela que eu já

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