Jn narrando Fui até o banheiro ali do quarto dela, ainda meio devagar, com aquela preguiça boa de quem acordou nos braços de quem ama. Olhei meu reflexo no espelho e comecei a rir da minha própria cara. Tava todo amassado, cabelo bagunçado, barba por fazer, cara de quem tinha dormido pesado, como há anos eu não dormia. Uma paz difícil de explicar. Peguei a escova de dente dela mesmo, sem cerimônia nenhuma. Ah, não tem essa frescura, fala sério. Mulher minha é minha, e eu escovo com a escova dela até trazer a minha. Porque se ela topar me deixar participar desse momento, de pouquinho em pouquinho, quando ela menos esperar, eu tô aqui de malicuia, com tudo meu espalhado pelos cantos dessa casa. De onde, sinceramente, eu nunca deveria ter saído. Me ajeitei como deu, passei uma água no ros

