Feijao narrando Eu entrei no galpão com tudo. Sem hesitação, sem aviso, sem recuo, e sem dar um tiro. A porta metálica bateu com força contra a parede, ecoando por todo o espaço como um tiro. Os homens que me escoltavam ficaram na retaguarda, atentos, mas eu fui na frente. De peito aberto, com o queixo erguido e a raiva me guiando. O ar ali dentro tava pesado, carregado de tensão, com aquele cheiro característico de metal oxidado, suor e sangue. Eu já sabia o que ia encontrar. E encontrei. Exatamente como imaginei. Eles já estavam me esperando. Fuscão parado no centro, firme, com o colete ajustado, o fuzil atravessado nas costas e aquele olhar de guerra que eu conheço bem. O olhar de quem já matou, já morreu por dentro, e voltou só pra cobrar. — Era minha presença que tu queria, fusc

