Feijão narrando — Tá pedindo muito, Feijão. — ele respondeu com deboche, virando de lado. — Soltar ele assim? De bandeja? Tu acha que é assim que funciona? Dei dois passos à frente. Lento. Seguro. Sem pressa. Meu fuzil ficou pendurado nas costas, minhas mãos à vista, mas a tensão no meu corpo era de guerra. — Não tô te pedindo presente, não. Tô te pedindo respeito. Respeito por tudo que a gente construiu junto. Por tudo que o Zé já fez por ti. Por tudo que eu banquei contigo quando ninguém mais queria tu por perto. Ou tu esqueceu disso também? — Segurou p***a nenhuma! — ele rebateu, exaltado, batendo a mão na corrente que prendia o Zé. — Tu segurou o que era conveniente pra ti, Feijão! Sempre foi assim. Tu e o Zé sempre foram um só, me deixando de lado, tratando como se eu fosse pes

