— Sim, uma vez. — Para mim mais de uma vez, quando inventei desculpas para ir para sua casa em vez da minha. A sua mãe também sabe que paramos de nos encontrar para almoçar. Eu não a culpo por perceber algo estranho. — Então o que você propõe? — Não podemos continuar nos distanciando, é pior. Não só para ela. Ele inclinou a cabeça por um momento, debatendo se deveria continuar ou não. — O... desejo que sinto por você só aumentou desde que parei de te ver. Foi difícil para ele pronunciar a palavra desejo, como se achasse inapropriado confessá-lo em voz alta. Eu me encolhi. — Como podemos consertar isso, Karen? — Não creio que haja solução. Eu disse nervosa tentando não gaguejar. Não fugir um do outro na frente da minha mãe é a melhor coisa que consigo pensar. Corri pela sala em direç

