Capítulo 11

1450 Words
LR 🌚 Hoje o dia foi louco, teve jogo da seleção, Mengão ganhou como sempre e, Flamengo c*****o, e o baile pra comemorar uma aliança nossa. O baile tava uma uva, parceiro, já tava chapadão. Meus irmãos tavam por aí bebendo, até minha coroa veio pro baile hoje, não entendi o porquê, mas não posso fazer nada, né. Tava curtindo o baile quando Jéssica chegou e sentou no meu colo. Jéssica: Que tal nós dar uma voltinha por aí? LR: Tô afim não — Falei seco, tava ali com minha família, só falta meu amorzinho. Jéssica: Vai ser rapidinho, pô — Ela apertou meu p*u e beijou meu pescoço, já senti meu menino dar sinal de vida. LR: Marca 5 lá na frente — Ela concordou e saiu do meu colo. Fui até o NJ e falei que ia sair rapidinho e depois colava de novo, ele concordou e desci e saí do baile. Jéssica: A gente poderia ir pra sua casa? — c*****o, essa mina é doida pra colocar os pés na minha casa, mas aí não vai rolar mesmo. LR: Nem vou comentar nada pra não me estressar contigo, p***a. Jéssica: Mas p***a, LR, é sempre na minha casa, pô, nunca fui na tua, só queria conhecer. LR: Mano, quer saber? Eu vou vazar, se não vou te deixar careca — Subi na minha moto e acelerei sem dar tempo dela falar alguma coisa. Quer saber uma coisa que me deixa com ódio? É eu falar que não e a pessoa ficar enchendo o saco. Jéssica é uma que eu pego sempre, mina legal quando eu conheci, mas depois que viu que eu tava querendo sempre, ficou no meu pé, querendo ser assumida e o c*****o a quatro. Todo dia vem com história pro meu lado, sempre querendo chegar perto da minha família, mas eles nem dão bola e Beatriz odeia ela de uma tal forma. Cheguei na minha casa e o silêncio era horrível. Adoro ficar só, mas tem vezes que a solidão é f**a. Eu sinto falta de ter alguém, sabe, pra conversar, sei lá, mas quero uma pessoa certa, que vai somar comigo em tudo, mas ao mesmo tempo eu quero ficar só, não quero ninguém, não quero deixar a vida que eu tenho, tá entendendo. Ultimamente minha mente só tá indo pra aquela menina daquele dia, não sei nada dela, mas eu queria saber dela, queria saber se ela tá bem, se ela se cuidou depois que nós fizemos. Às vezes quando eu saio por asfalto, eu vou na boate que nós ficamos e fico lá esperando sentir o perfume dela ou até mesmo, sei lá. Tomei um banho, coloquei um calção, liguei o ar, liguei a TV e deitei. [...] Acordei e o sol tava batendo no meu rosto, mais um dia que eu esqueço de fechar a cortina. Peguei logo meu celular e já era 9 da manhã. Tinha uma mensagem do NJ falando pra mim colar lá na coroa, eles todos moram com ela, eu que decidi sair, mas tenho meu quarto lá e fico mais lá do que aqui. Levantei e fui tomar um banho, fiz minhas higiene e saí do banheiro enrolado na toalha. Fui no closet e peguei uma calça moletom, uma blusa branca, calcei minha Havaiana, passei perfume, coloquei meu relógio e cordão, peguei a chave do carro e desci. Fui logo pra garagem, peguei minha Velar e saí. Cheguei na minha coroa e já achei estranho o carro da Beatriz tá aqui fora, sendo que esse carro só ela pode usar. Saí do carro e fui logo entrando e o barulho já tava daquele jeito. LR: Bom dia — Falei sem ânimo nenhum, eles responderam. — Por que o carro da Beatriz tá fora da garagem? Beatriz: Porque eu tô usando o meu carro — Me virei pra ela, que tava atrás de mim, com cara de sono. LR: c*****o, maninha — Ela pulou em cima de mim e abracei ela forte. Beatriz: Sentiu saudade de mim? LR: É lógico, princesa — Coloquei ela no chão. — Mas o que tu tá fazendo aqui? E tua faculdade? Beatriz: Tava esperando você chegar pra nós conversar — Ela sentou e minha mãe saiu da cozinha e sentou, e eu também. LR: Solta a voz, Beatriz. Beatriz: Bom, vocês sabem que eu conheci uma menina no avião no dia que eu saí daqui. Eu fiquei na casa dela esses meses, ela é uma pessoa maravilhosa — Eles riram. — A mina tem uma vida nada boa, os pais obrigaram ela a fazer as coisas que eles gostam e ela fez com medo deles. Ela foi pra Paris pra terminar a faculdade assim como eu — Ela suspirou. — Com dois meses nossos lá, ela acabou descobrindo que tava grávida. LR: Beatriz, onde tu tá querendo chegar? Beatriz: Ela pensou que os pais dela não iam aparecer tão cedo lá e não contou da gravidez pra eles, porque eles não iam aceitar, mas eles apareceram lá de surpresa e acabaram falando várias coisas pra ela, pra ela escolher entre os bebês ou eles, até bateram nela — Bebês? — Ela escolheu os filhos, lógico, e eles expulsaram ela da casa e mandaram ela esquecer eles, porque agora eles não tinham mais filha. Fátima: Que pais mais s*******o. Beatriz: Sim, mãe, ela não tem mais ninguém, só tinha eles. HG: Mas agora tem nós, né? NJ: c*****o, a mina passou por várias coisas, né? KA: Por isso ela tava com um olhar perdido ontem quando nós tava conversando. DN: Esses dois aí são uns filhos da p**a. LR: Pode parar tudo aí — Me levantei e encarei cada um. — Vocês já conhecem a menina? — Eles concordaram. — Ela tá no morro? — Concordaram. — E quando eu ia ficar sabendo disso, p***a? Beatriz: Se tu tivesse no baile, tu ia saber. NJ: A gente tava lá, a mina é de boa. HG: Mó cara de patricinha ela tem, mas é uma menina de boa, meio triste por isso que tá acontecendo com ela. DN: Menorzinha é linda e a barriguinha é fofa. LR: Mano, vocês são bandidos e tão aqui falando que a mina é linda, legal, de boa, fofa. NJ: A gente é bandido, p***a, mas nós fica m*l pela mina, qual foi, não pode? LR: Qual foi? Eu tô sabendo que tem gente nova no morro agora? Beatriz: Eu fui fazer uma surpresa no baile e tu nem tava lá. LR: E quem tava na barreira? Por que não me avisou? Beatriz: Eu mandei eles não avisar você. LR: Isso é brincadeira — Passei a mão na nuca. — Eu tenho que saber tudo que acontece nesse morro, c*****o — Falei alterado. Beatriz: Tá falando desse jeito por quê? Ela é minha amiga. LR: Tu m*l conhece a menina, p***a, já trouxe ela pro morro, tu tá ficando doida, c*****o. KA: Ei, calma aí, não fala assim com ela não. LR: Eu falo do jeito que eu quiser. Cadê ela? — Eles se olharam. — Ela tá aqui, né? Beatriz: Tá sim e vai ficar. LR: Ah, mas não vai mesmo. Nessa merda quem manda sou eu, ela tem 3 horas pra vazar dessa casa e desse morro. HG: Pô, tu ainda nem viu a mina e já tá assim. Beatriz: Pelo menos vê a menina, mano. LR: Eu já falei o que eu quero, Beatriz. Beatriz: Ela vai ficar sim, aqui é a casa da mamãe. LR: EU JÁ FALEI QUE NÃO, p***a, NÃO QUERO p**a DENTRO DA CASA DA MINHA MÃE E AQUI QUEM PAGA AS COISAS SOU EU — Falei gritando. Beatriz: Ela não é p**a, p***a. LR: Cadê o pai dos filhos dela? — Ela ficou calada. — Ela tem 3 horas, Be... Fátima: CALA A TUA BOCA, p***a — Ela me encarou e gritou. — A menina vai ficar sim, aqui é minha casa. Tu manda daquele portão pra fora, mas aqui eu mando. Se eu quiser que ela fique, ela fica, entendeu, p***a? E se tu vier com esse papo que tu compra as coisas pra cá, eu saio do teu morro. LR: Que isso, mãe? Fátima: Me testa pra tu ver, eu vazo do teu morro sem avisar e... — Ela parou de falar e ficou olhando pra trás de mim. Um perfume invadiu o ar, era aquele perfume, o perfume que não sai da minha mente. Eu olhei pra trás e meu olhar foi logo pra barriga dela. Era uma menina morena, cabelo amarrado, longo, linda, linda, linda demais. E quando eu olhei pra dela, ela tava com os olhos vermelhos e lágrima escorrendo. Caralho, c*****o, mané.
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