Aviso

1213 Words
Magnus ficou pensativo, a ave de fogo era um enigma, só lhe veio uma pessoa à mente, Selene, ela destruiu o covil de Tournai em chamas, era imune ao fogo, ela era a ave de fogo, mas como aquilo era possivel? Gerusa havia dito que era um feitiço, aquilo não o convencia mais, perguntou a bruxa sobre a espadachim, ela fez suas invocações e respondeu: _A luz da lua se revelará, dando lugar a escuridão da lua, a lua é tocada pelo divino, tem um grande propósito, todos serão fiéis e leais a ela e ela protegerá a todos com seus feixes de prata. Magnus ficou alarmado, os pensamentos dele giraram, aquilo era sobre a espadachim e disse: _A muitos anos mato milhares de lobos, dizimei uma matilha inteira, matei um alpha e estou disposto a matar todos, usarei todos os recursos que tenho pra isso, inclusive a bruxa mais poderosa do nosso meio e você me diz que uma loba protegerá a todos? Acredito que ela é incomum, impressionante até, mas se nenhum alpha pode me impedir, não poderá ser essa espadachim. _Ela não é só uma loba, há muita magia em volta dela, a ocultando, mas o enigma é claro, ela tem um toque divino. _O que isso quer dizer? Uma loba meio bruxa? Uma híbrida da magia?- perguntou Magnus se sentindo alterado _Talvez, eu não consigo saber, mas é o que parece, ela é como uma Deusa, invencível e inevitável, precisa repensar se deve continuar insistindo nessa guerra, o universo o está alertando, quer lhe dar uma chance de se redimir. _Não tenho mais nada a perder e cada lobo que mato, vingo a minha loba, vingo tudo que eles me tiraram, se essa loba tem o toque da Deusa, tem magia, onde ela estava quando a alpha foi morta? Porque a Deusa permitiu que os lobos fossem tão cruéis com ela? Não me conformarei sem as respostas pra isso. A bruxa o olhava com pesar, ele declarava uma guerra por amor, a alpha tinha sido a única loba que ele amou verdadeiramente e capaz de apaziguar o coração c***l dele, mas ela estava morta, Magnus bufou irritado e quase gritou pra ela perguntar ao oráculo como ele faria pra matar a loba, se tinha algo que ele pudesse fazer, mesmo que ele moresse de verdade, mas a matasse junto com ele, a bruxa entendeu que matar a espadachim tinha se tornado uma questão de honrar pra Magnus, assentiu ao pedido dele, voltou a falar palavras em hebraico e olhar fixamente pro copo de água com a vela ao lado, nesse momento uma cortina de fogo subiu da mesa até o teto quase queimando a ambos que num reflexo rápido, caíram pra trás, a cortina de fogo se desfez rápido, espalhando um forte cheiro de enxofre pelo ar, a mesa com o oráculo tinha virado pó, tanto o teto quanto o chão, na direção que estava a mesa, estavam pretos pelo fogo e a bruxa gritou apavorada: _Um mestre das trevas! Seus inimigos são protegidos por um demônio. Magnus tinha caído no chão, se levantou, se recompondo e gritou que ela explicasse, a bruxa se levantou com olhos arregalados pro vampiro e disse com voz trêmula: _Seus inimigos são protegidos por um obsessor, só bruxos dominam obsessores e esse é bem poderoso ou quem o domina possui muita força sobrenatural, é um senhor das trevas, não estava sozinho- ambos sentiram seus corpos se arrepiarem e a bruxa começou a se debater falando palavras incompreensíveis, Magnus gritou pra ela dizer o que estava acontecendo e ela com olhar fixo e vago pra Magnus, disse- essa espadachim que está caçando, pare, você tem um karma com ela, procure ajuda pra se apaziguar com ela ou morrerá junto com a bruxa odiosa. Magnus arregalou os olhos e perguntou quem era a espadachim, sabia que o nome dela era Selene, mas que ligação eles teriam, a bruxa parecia olhar pro nada, havia pânico nos olhos dela ao responder: _Mestre Magnus, só há uma chance de você ganhar alguma coisa, não será a guerra, mas também não sei o que é, só sei que tem haver com a espadachim e ela tem tudo a favor dela, repense tudo que esta fazendo, pois o que está acontecendo é muito maior do que parece, ela talvez seja a sobrenatural mais poderosa que exista. Naquele momento ele ficou confuso, tentou tirar mais informações da bruxa, mas nada fazia sentido, a recompensou e dispensou, a bruxa antes de ir, disse que continuaria a serví-lo, mas que ele pensasse muito nas palavras que recebeu, Magnus passou todo o sono do dia sem conseguir adormecer, pensava em tudo, já quase na hora de se levantar tinha tomado uma decisão e começou a agir de imediato, pediu ajuda e conseguiu, estava otimista pensando no novo rumo que daria a sua história quando um de seus vampiros veio chamá-lo, Gerusa estava ao telefone e no caminho até a sala, perguntou ao vampiro: _Já prepararam tudo? Esse confirmou e Magnus atendeu o telefonema de Gerusa com um sorriso nos lábios. Selene aproveitou a distração de todos e saiu rápido do local, Emir disse o que ela precisava e também se retirou, apenas alguns guerreiros os viram passar quase correndo e sumir, o bruxo tomou um rumo e ela subiu uma árvore, pulou de árvore em árvore, com cautela pra não ser notada, foi até uma casa que Emir havia enfeitiçado só pra ela, sabia qual era, pois ela mesma havia indicado, entrou na casa, se limpou e trocou suas roupas, saiu e subiu novamente nas árvores, as saltando, percebia os lobos agitados a procurando, os alphas deveriam os estar pressionando pra saber dela, viu o fascínio deles pela espadachim, logo seria perseguida por eles, isso a angustiava e oprimia, sentiu vontade de ficar só, o sol logo iria se pôr, resolveu procurar um lugar pra admirar e pensar, não poderia meditar, Lucian a havia orientado a não meditar a noite, precisava estar em alerta, a noite era perigosa, o obsessor já a havia orientado sobre tudo, foi até o alto de um morro e ficou no topo de uma árvore alta e frondosa, viu o sol se pôr e uma tristeza tomou seu coração, desde que chegará na matilha de Henry, um turbilhão de lembranças torturava sua mente, relembrou tudo que viveu, sentiu uma saudade doída do filho, seu maior desejo era tê-lo novamente, seria capaz de tudo pra ter Joshua, mas aquilo parecia um sonho impossível pra ela agora, seu companheiro tinha uma parceira, teria um filho com ela, uma família e justamente com aquela que era sua parente, com a loba que a traiu e se tornou sua inimiga sem nem mesmo saber o porquê, ela havia salvo a vida dela, porém aquilo era um futuro que não existiu, tudo mudou, era outro contexto, chorou, precisava desabafar sua decepção e frustração, se acalmou e resolveu voltar, no caminho, viu a casa onde um dia viveu como a futura luna da matilha, o que foi sua prisão sem grades um dia, resolveu ir até lá, desceu da árvore a certa distância, não havia ninguém por perto, mas sentia a matilha agitada, andou pelas sombras até a casa e entrou pela portas dos fundos.
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