Ameaças

1229 Words
Ayla terminava de colocar o tênis sentada no colo de Henry enquanto ele beijava e cheirava a nuca dela, a abraçava pela cintura sem apertar, o movimento dela no colo dele pra calçar o tênis, o deixou e******o, a apertou esfregando a ereção na b***a dela que se virou pra ele e colocando as duas mãos no rosto dele, falou próximo a boca dele: _Vamos embora, já abusamos da hospitalidade do alpha Romeu, ele já foi muito generoso. Henry arfava, sabia que estava lascívo, gostava de ficar assim, ainda mais que experimentava sensações e prazeres que nunca sentiu antes e ainda se esfregando nela, sussurou: _Sim, vamos pra nossa matilha, pra nos amar e nos dedicar somente um ao outro. Ayla assentiu sem emoção, sabia que não seria assim, logo o alpha de Paris se levantaria contra eles, mas ela não podia falar nada sobre isso, todos os segredos do alpha de Paris e suas intenções deveriam ser descobertas sem a interferência dela ou isso mexeria com o livre-arbítrio, com o karma e toda a linha da vida, a história que viria do alpha de Paris, seria um ensinamento pra todos sobre até onde um alpha poderia ir por ganância e o outro por um amor doentio, ela só poderia impedir que tudo tomasse grandes proporções, mas sabia que tudo aconteceria num contexto diferente do que ela conhecia e o imprevisível poderia ser inevitável, além do que, mesmo com todos sabendo que ela tinha uma ligação direta com a Deusa Luna, também sabiam que os Deuses não se intrometiam no desenvolver da vida, existiam regras e leis pra isso, pra todos fazerem as próprias escolhas tendo que arcar com as consequências de suas ações, as bênçãos e desejos eram pedidos aos Deuses que poderia conceder ou não e tendo uma representante entre eles, ela seria venerada, até cobiçada por esse poder, o que eles não poderiam saber é que ela tinha o poder de conceder as bênçãos e desejos, se soubessem, isso causaria uma grande disputa silenciosa e traiçoeira, Ayla sabia disso, suspirou ao pensar nisso e disse a Henry: _Vamos Ele rosnou baixo em protesto, parando de se esfregar nela, ficou sério e disse: _Quando sairmos por aquela porta, nós dois seremos um só, tudo será nós e sobre nós, não existe mais só eu ou só você, será pra sempre nós, sabe que estamos acasalando, preciso estar com você sob minha vista, sentido seu cheiro e a tocando o tempo todo ou posso me descontrolar, meu lobo pode submergir se você sequer recuar um passo de mim. Ayla entendeu, lobos machos acasalando tem um instinto primitivo de posse, se tratando de Henry, poderia ser desastroso e disse: _Sim, sei que ainda está tudo muito recente, que ainda temos muito o que conversar, acertar e superar juntos, alinhar tudo sobre os outros e sobre nós mesmos, serei paciente com você, mas você terá que ser compreensivo e tolerante também. Um pensamento veio a mente do alpha que se levantando da cama, sem a soltar, disse entre-dentes: _Não serei tolerante e nem compreensivo com o alpha Adrian se é sobre isso que fala, posso não matá-lo agora por causa do filho dele, mas o surrarei se ele a olhar. _O filho dele foi uma benção minha, terá que tolerar o alpha Adrian, teremos que lidar com ele, a Deusa Luna me pediu isso. _Do que está falando?- perguntou Henry com olhos arregalados. _Que não tenho só uma ligação direta com a Deusa Luna, estive perante ela, a Deusa me deu o poder de conceder bênçãos e desejos, então eu pedi a ela que eu pudesse conceder uma benção a Gaia e ao alpha Adrian, era o maior desejo de Gaia e quis dar um propósito, um amor ao alpha para que eu não fosse perseguida por ele, ela me disse que eu teria que arcar com a missão de proteger essa benção até que esse novo alpha tivesse a primeira transformação, teria que lidar com ele, como um karma, o alpha Adrian nasceu com a loucura, a previsão que eu tinha sobre isso era de uma tragédia pra nós dois, descobri como curá-lo quando estive na África e por isso fui atrás dele na discoteca. Henry a soltou dando um passo pra trás, parecia transtornado olhando fixamente nos olhos dela e perguntou: _O que você sente por ele? _Nada, não gosto e nem desgosto dele, só fiz o que fiz pra garantir que a loucura dele não trouxesse o caos e a morte ao nosso meio. Henry espremeu os lábios sentindo uma fúria insana, ficou com os olhos vermelhos como dois rubis, havia entendido porque ela fudeu com Adrian, avançou sobre ela a puxando e apertando, disse com voz sombria: _Eu posso enlouquecer e ser muito pior do que pensa que aquele filho da p**a seria, vai me compensar por isso e espero não precisar mostrar a você o quanto posso ser c***l. Ayla colocou as mãos em volta do rosto dele com delicadeza, como um carinho e disse: _Eu amo você mais do que imagina, não me agrada nada disso também, mas é preciso e é você quem me possui, é meu companheiro e espero poder contar com você ao meu lado pra tudo. Henry suavisou, ouvir ela dizer que o amava, receber o afeto dela, era o auge da felicidade dele, o desarmava, fechou os olhos sentindo aquele afago, ele mataria ou morreria por ela, a abraçou beijando e esfregava o rosto no pescoço dela repetidamente enquanto ela afagava a cabeça dele, não era dado a momentos de carinho, mas com ela, era o que mais gostava, pediu a ela que repetisse que o amava, ela disse e ele, disse no ouvido dela: _Não deixarei a sombra daquele alpha sobre nós, mas saiba que se ele ou qualquer um se tornar uma ameaça a minha vida com você, eu não tenho reservas em matar qualquer um e você sabe o juramento que fiz a você, sou um alpha e cumprirei o que jurei. Ayla sentiu o tom de ameaça, ficou quieta e deixou ele a beijar até ele parar o beijo e dizer: _Alphas não costumam sentir medo e o que tememos, eu já sofri, fui obsediado, amaldiçoado, torturado e castigado, por isso nada mais me oprime, mas os outros não e eles terão mais um temor se você me abandonar, eles sentirão medo de mim. Era um prenúncio, Ayla sentiu seu coração palpitar e ao olhar os olhos de Henry, havia a sombra de um monstro, parecia loucura, mas também parecia a fera dele, algo primitivo e indomável, ela ia replicar, mas ouviram bater na porta, ele franziu a testa e foram os dois, de mãos dadas abrir a porta, era Serafine, ela os cumprimentou um pouco constrangida e entregou uma sacola dizendo que Romeu havia mandado, a caçadora percebeu que o casal de alphas a olhava como se a analisasse, Henry pegou a sacola e viu que eram roupas pra ele, foi providencial, Henry vestia uma calça apertada e curta que tinha trago, a vestia sem fechar o cós e foi pro lado da porta se trocar, saindo da vista de Serafine, pedindo a Ayla que não saísse do lugar, enquanto ele vestia as novas roupas, Ayla não tirou os olhos da caçadora, deu um meio sorriso e perguntou a ela: _Quem é o pai?
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