Henry arregalou os olhos, ela também sabia de tudo, de cada detalhe, mas não tinha como saber o que ele sentia e disse:
_Não me senti seduzido por ela, mas sim pela sensação de que estaria possuindo você, não tive satisfação...
_Mas mesmo assim continuou, foram amantes, me traiu mais de uma vez com ela sabendo que eu confiava em você, que era errado, fez toda a matilha me enganar, o perdoei quando me estuprou e aprisionou, portanto, o cachorro depravado e tarado é você.
Henry rosnou e ambos tiveram uma discussão acalorada com troca de acusações, Henry andava de um lado pro outro gesticulando, apontando o dedo pra ela, Ayla não se movia mas levantou a voz para os berros dele, por fim ela perguntou:
_Você ouviu e viu a conversa que tive com Magnus antes do último ataque, não é?- ele rosnou com olhar feroz pra ela que continuou- Você sabe o que ele queria me dizer?- ele ficou calado, a olhando com receio- ele queria me contar sobre o assédio que você fez a minha mãe, a luna Luana, do seu desrespeito e desonra com os meus pais, vi que pretendia desafiar e matar o meu pai pra tomar o lugar dele, mas então soube quando chegou na matilha dele, que a luna estava grávida e desistiu, você não é melhor do que Magnus, o vampiro só fez o que você também quis fazer.
Henry tinha os olhos arregalados pra ela que continuou num tom debochado:
_Foi por muito pouco que você não desafiou e matou o meu pai, teria que me gestar com a minha mãe e hoje você poderia ser o meu pai, talvez tivesse sido um bom pai pra mim ao invés de companheiro.
Henry ficou em pânico, aquilo teria sido uma tragédia causada por ele e ela tinha todos os motivos pra rejeitá-lo, ter raiva dele, além de o comparar com Magnus, então disse alto:
_Eu saberia assim que nascesse que seria minha companheira...
_Então seria um desastre, eu jamais aceitaria o assassino do meu pai como companheiro.
_ISSO É DESCABIDO! EU ME ARREPENDI- berrou descontrolado
Ela não se abalou e disse calmamente:
_Eu não deveria aceitá-lo de volta, deveria continuar a rejeitá-lo.
Henry rosnou alto e ficando com os olhos vermelhos de fúria, se aproximou rápido dela, ficando a frente a frente, a encarando, ela não recuou e sustentou o olhar dele que disse num tom ameaçador:
_Eu deveria exigir o período de acasalamento e depois rejeitá-la, me satisfaria com o seu corpo e depois a descartaria
Ayla sentia o magnetismo dele em ira, sentia o calor que emanava e o cheiro lascívo dele, sabia que era só uma ameaça, se manteve firme e respondeu num sussuro:
_Sim, então faça isso e depois serei livre pra seguir o caminho que eu quiser.
Henry espremeu os lábios tentando controlar a raiva e a excitação, seu p*u doía na calça apertada, o olhar dela o desafiando o fez querer jogar ela no chão e a possuir com raiva, arfou e com custo respondeu também num sussuro:
_Não facilitarei sua vida, jamais vai se livrar de mim, foi uma loba muito má pra mim, companheira, agora eu serei o lobo mau.
Henry a puxou num aperto feroz sem dar chance dela reagir, seu corpo queimava e ele apagaria aquele fogo que o consumia, a abraçou invadindo a boca dela com desesperado, apertando os lábios um do outro e dominou a língua dela, o sabor o fez sugar a língua com força como se quisesse engolir, esfregou seu p*u nela e gemeu no fundo da garganta, ela não conseguia reagir, levantou o vestido dela apressado, puxando a calcinha com força, a rasgando num só movimento e tentou derrubá-la, mas acabou caindo com ela batendo as costas no chão, ele por cima sem cortar o beijo, não parou, abriu as calças desesperado e as rasgou tentando se livrar delas, Ayla o envolveu pelo pescoço quando sentiu que ele iria penetrá-la, a olhou nos olhos e os olhos dele brilhavam de emoção, aquilo era tudo que ele mais desejava e com o rosto pairando sobre o dela, começou a penetrá-la, era apertado, percebeu que ela fez uma expressão de dor, parou ofegante, apertou a nuca dela e disse:
_Eu te amo, amo como jamais pensei que pudesse amar alguém.
O coração de ambos batia acelerado e ela disse:
_Eu também te amo, amo muito.
Ele esboçou um sorriso emocionado e a penetrou por inteiro, sentindo o prazer que so ela podia dar a ele, urrou de prazer travando os dentes, colando a testa na dela que parecia sentir dor, ele puxou o rosto dela a beijando profundo, começou se movimentar devagar, sentiu um orgasmo e cortou o beijo, esfregando o rosto no dela, continuou se movimentando devagar, gemendo alto, parecia que gozava, mas não ejaculava, já havia sentido antes com ela, mas agora era surreal, o júbilo percorrendo seu corpo o subjugava, a apertava e se esfregava nela se contorcendo, era melhor do que já foi um dia, ela puxou o rosto dele e viu que ele revirava os olhos, gemendo alto, delirava, fez um movimento rápido o empurrando e antes de ele resistisse, ela estava sentada em cima dele e sem dar chance a ele, começou a rebolar de maneira erótica, Henry se entregou fechando os olhos, só sentindo aquele prazer em ondas percorrendo o corpo dele, as mãos no quadril dela já não tinham forças, se curvou pra trás sem controlar o que sentia, ele era dela, ela tirou o vestido pela cabeça sem parar e apoiando as duas mãos no peito volumoso dele, começou a se movimentar de maneira cadenciada, ele começou a gemer ainda mais alto, a olhou e a visão dela nua com olhar lascivo pra ele o fez gozar de uma vez, apertou com força o quadril dela num espasmo incontrolável enquanto ela descia os lábios até o ouvido dele e perguntou num sussuro:
_Aonde está o lobo mau agora?
Henry ainda não tinha se recuperado, se sentia dormente, juntou forças e se levantou a abraçando com força, a beijando como se quisesse consumí-la, se esfregando nela até que cortou o beijo, parou puxando os cabelos da nuca dela, a fazendo olhar nos olhos dele que com voz rouca, proferiu num sussuro:
_Eu, alpha Henry, juro que serei fiel e leal a você, alpha Ayla, juro que minha alma jamais se apartará da sua, seu nome está cravado no meu coração para que nem o tempo e nem a morte, ousem nos separar, se um dia tentar fugir de mim novamente, meu espectro te seguirá até que sua última chama seja também a minha, serei a sua prisão e a sua sombra, selo esse juramento com a loucura da posse e a eternidade da obsessão, pois jamais abdicarei de você, jamais a soltarei, nem mesmo morto.
Ayla sentiu seu corpo todo se arrepiar, um receio, um medo desconhecido fez sua loba se revirar, os olhos dele refletiam algo parecido com a loucura, um fanatismo, mas Henry estava ciente do que falava e as palavras tiveram tanta força que ela pareceu escutar as portas baterem e a luz do teto piscou, reagiu tentando se afastar, ele a segurou firme, a puxou colando suas testas, a virou deitando no chão, sem sair de dentro dela e começando a se movimentar lentamente, disse com voz rouca:
_Não, não tenha medo de mim, jamais seria capaz de lhe fazer qualquer m*l, estou apenas lhe dando a certeza de como será daqui pra frente, é minha de corpo e alma, assim como também sou seu, agora quero que faça seu juramento pra mim.