Prisão Sem Grades

1117 Words
Oliver se compadecia de Henry, ele sofria de amor, desde que conheceu Ayla, o alpha só cometeu erros e agora estava numa prisão sem grades, não podia viver o que tanto almejava, não podia recomeçar sua história como queria, sentiu pesar por ele, o estimava, entendia o desespero dele, além de ser o companheiro da alpha, rejeitado e preso a deveres, sabia o efeito que ela causava nos alphas, logo eles iriam disputá-la ou ela escolheria um parceiro, ele acabaria enlouquecendo, se colocou no lugar dele e pensou em tudo, Oliver não era mau, só cometia erros como qualquer um e ele seria o primeiro, entre os alphas, a mudar seu futuro, ao final quando Henry se acalmou, Oliver disse: _Eu e Martin iremos ajudá-lo, estaremos ao seu lado, mesmo que precise enfrentar os alphas, não infringiremos as leis, mas vamos garantir que você não enlouqueça e tenha, no futuro, a chance de ficar com a alpha, mas terá que se controlar, abrir mão de algumas coisas e fazer o certo. Henry estava desolado, o olhou com tristeza, Oliver respirou fundo e falou tudo que poderia fazer por ele e o aconselhou, concluindo: _Não sei se dará certo, mas precisamos tentar, você já perdeu tudo, precisa se esforçar pra ganhar algo ou perderá até a sua sanidade. Henry o olhou reconhecido, Oliver tinha se tornado um bom alpha, foi o tutor dele, o havia formado, o tinha quase como um filho, pensou no filho que teria, porque não sentia aquele sentimento paterno que todos diziam que os lobos sentiam ao saber que seriam pais? Adrian, apesar de tudo, sentia, contou isso a Oliver e Martin, os dois não sabiam explicar, mas que talvez isso mudasse quando o filho dele nascesse, conversaram um pouco mais até Martin falar que precisavam ir pro desjejum, a alpha já deveria estar indo pro salão, Henry se levantou agitado e saindo do escritório apressado, pediu a Martin e Oliver que o esperassem se arrumar, chegou no quarto e encontrou Bianca já pronta, ela o cumprimentou sem o olhar, o alpha respondeu sem vontade, o instinto dele gritava, mas ele não entendia, achava que era só repulsa, pegou roupas, foi pro banheiro e não viu o sorriso vitorioso que ela deu de frente pro espelho. Ayla saiu da casa de Martin quando já era alta madrugada, a matilha toda estava em alerta, lobos se movimentavam pra todos os lados, muitos ao saberem que ela andava pela matilha, foram vê-la passar, a alpha cumprimentava todos os guerreiros, via a idolatria nos olhos de todos, eles a tinham como uma Deusa, entendia, ela transmitia esperança, tinha uma história de superação e reacendia a fé no divino em seus corações, logo chegaram a casa dela onde os lobos da África faziam vigília, Emir disse que iria pra casa dormitório e os encontria no desjejum junto com os outros, depois conversariam, ele precisava conversar com Damian pra entender algumas coisas, o instinto de Ayla a alertou, ficou desconfiada, mas conhecia o bruxo, era cheio de mistérios e confiava nele, se despediram e ela pediu a dois de seus Adoradores que a encontrassem na saída dos fundos da casa, Jihoon perguntou se ela não pretendia descansar um pouco, logo o dia amanheceria e ela teria que ir encontrar com os alphas e caçadores, mas ela negou enquanto entravam na casa, lá dentro, tudo parecia ter sido arrumado com pressa, mas estava tudo limpo e organizado, havia flores nos jarros da sala e comida sobre a mesa, ela disse pra Jihoon e Xin ficarem a vontade, ela precisava ficar sozinha, meditar e ver o nascer do sol, ambos concordaram, ela pegou suas takanas que estavam nas mãos de Xin e saiu pelos fundos, Ayla se sentia sufocar, estava centrada em sua missão, mas seu coração estava ferido, magoado, por mais que Henry não merecesse, ela o amava, saber que teria que conviver com ele e Bianca, era c***l com ela, o descontrole dele, para ela, era apenas lascívia, quando o filho nascesse ele iria querer viver como uma família com Bianca, descobriria o que é amar um filho, o maior amor do mundo e ela teria que estar ali presenciando tudo, vivendo a sombra daquela família, pensou em Joshua e sentiu uma saudade dolorosa, um desespero em pensar que talvez jamais o visse novamente a fez soluçar, quando chegou no alto de um morro com seus lobos, parou, só havia ela e eles, já tinha dado ordens pros lobos da matilha se afastarem do local, grossas lágrimas desciam pelo seu rosto, seus lobos agitados e preocupados, a cercaram, mas permaneceram calados, o magnetismo dela emanava tristeza, se sentiram aflitos por ela, a adoravam, sabiam o que ela estava passando e lamentaram em silenciosa oração à Deusa Luna o que a alpha sofria, isso não passaria despercebido pelo universo, seria escutado, quando corações bons pedem com fé e amor em prol do outro, o pedido é aceito, então Ayla sentiu uma estranha calmaria surgir em seu coração, a confiança e certeza de que tudo passaria, a fez secar as lágrimas, olhou os lobos da África, que a cercavam com olhares apreensivos e agradeceu a todos eles por estarem ali com ela, eles disseram que ela era a luz que os guiava e jamais deixariam de seguí-la, Ayla sabia que todos somos responsáveis por tudo aquilo que cativamos e ouvir isso de seus lobos foi muito importante pra ela, ela não vacilaria, não podia decepcioná-los, se em algum momento fraquejasse, pensaria em todos que acreditavam nela e seguiria em frente, pediu a eles que se espalhassem e vigiassem as proximidades do local, ela os chamaria se precisasse, subiu uma árvore e enquanto o dia ainda não amanhecia, resolveu meditar, se acomodou num largo galho e logo se concentrou, sentia uma energia boa, isso ajudou, então começou a escutar um sussuro sensual a chamar, a dizer que a amava e em seguida rosnado e urros, barulhos de batalha, gritos de pavor até que veio o silêncio e Lucian surgiu, ele a cumprimentou, a parabenizou pela vitória na batalha e também pela matilha conquistada, Ayla bufou, mas antes que pudesse falar qualquer coisa, ele a interrompeu dizendo que um novo dia logo nasceria e com ele, grandes desafios, Magnus sabia que ela estava viva e viria buscá-la, que tomasse muito cuidado, o vampiro tinha sobrenaturais da magia muito poderosos com ele, a preveniu, falou o que estava previsto e os imprevistos, os perigos e incertezas, a aconselhou e orientou, falou tudo que seria crucial e por fim disse que o pranto dela não foi em vão, tudo logo mudaria novamente, que ela se preparasse e começasse a agir assim que o sol nascesse.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD