Henry olhou pra Jun e Akin com afronta, eles entenderam e desviaram o olhar pra outro lado, Henry estava se fazendo entender que estava acasalado com Ayla e era absoluto na vida dela, Luíza quis ir até a alpha, também sentia o cheiro deles, mas ela era sua alpha e deu um passo em direção ao casal, só que Martin rosnou pra ela e sussurou:
_Se contenha, os alphas estão acasalando e os machos ficam agressivos.
Ayla sentia uma imensa vontade de abraçar sua beta, a amava e estava saudosa, pediu a Henry, ele ficou contrariado, mas fez sinal pra Luiza se aproximar, a beta correu pro abraço com Ayla, ambas se abraçaram rindo, Luíza sentia o braço do alpha em volta de Ayla enquanto a abraçava e pensou que ele era doente, não a soltava, Henry aproveitou o momento e falou no mental com Martin:
(Providencie roupas pra mim)
Martin:
(Sim, alpha, farei as encomendas, pedirei as lobas da matilha que façam algumas também, caso eu tenha dificuldades em conseguir roupas pro seu novo tamanho)
Henry olhou de maneira maliciosa pra alpha que se soltava de Luíza e replicou:
(Não tenha pressa, ficarei alguns dias sem usar roupas)
Ayla olhou rápido pra Henry, completamente constrangida com as palavras de Henry pra Martin, esse último assentiu, o alpha apertou Ayla rindo e beijando o pescoço dela, era uma graça vê-la envergonhada, ela sussurou pra ele se conter, estavam diante da matilha, ele bufou e se virou pra todos falando alto:
_Matilha Lua de Prata, eu e a alpha estamos muito felizes e agradecemos pela comemoração de todos vocês, mas como todos sabem estamos ainda acasalando e preciso me dedicar a minha companheira, espero ter a compreensão de todos vocês.
O magnetismo de Henry era imperioso ao atingir todos, a matilha felicitou mais uma vez os alphas com palmas e começaram a dispersar, Henry puxou Ayla pra irem, mas escutou Jun e Akin os chamarem, queriam se despedir, Jun e Kazuo agradeceram a ela a oportunidade de terem lutado ao lado dela, a tinham em alta estima e aguardariam a visita do casal na matilha deles, Ayla disse que ela é quem era privilegiada por ter lutado ao lado deles e que tão logo fosse possível, ela e Henry iriam até a China, Akin também se despedia, disse que Amina, Simão e Nandi ficariam na Espanha ainda, na coven em Madrid e que também tinha Ayla em alta estima, que seria sempre um aliado dela pra tudo- Henry rosnou pra ele-mas Akin não deu atenção e concluiu:
_Também esperarei pela visita de vocês, quero que conheçam Selene, minha filha com Lou, poucos dias depois de sua partida, alpha Ayla, minha parceira estava grávida e demos a nossa filha o nome da maior guerreira que já existiu entre os lobos.
Ayla ficou emocionada de alegria, Akin merecia ser feliz e ser homenageada daquele jeito, a encheu de gratidão, prometeu que iria conhecer a pequena Selene, Henry apertou Ayla olhando pra Akin com olhar assassino, não falou nada, não rosnou, mas um ciúme cheio de possessividade se agitava em seu ser, Akin olhava pra Ayla com admiração e tinha feito do nome da filha uma homenagem pra sua companheira, Jun notando que Henry estava como uma fera acuada, iria atacar, chamou Akin pra irem, Henry tinha vontade de avançar e pegar no pescoço de Akin, seria uma atitude irracional, aquele alpha tinha uma família e Ayla era marcada, mas não queria que ninguém, além dele, prestasse homenagens e demonstrasse qualquer sentimento por sua companheira, Akin notou, assim como Ayla que o abraçou, se agarrou a ele o chamando, pedindo pra ele a abraçar, Henry a abraçou fechando os olhos, tentando se acalmar, queria esmurrar Akin, alguns lobos ainda estavam no local e viram a cena com preocupação, o magnetismo do alpha era pesado, Akin se virou pra sair, mas antes, disse:
_Me desculpe, alpha Henry, não tive a intenção de afrontá-lo, sei o que é ter uma companheira, eu já tive uma, a alpha é só a minha amiga.
Henry escutou, mas não respondeu, abraçava Ayla apertado com o nariz no pescoço dela, não queria brigar e nem discutir, só queria ela e ficar só com ela que disse baixo no ouvido dele:
_Vamos pra casa.
Henry rosnou baixo e agarrado a ela, se viraram sem falar com mais ninguém e saíram, Estevão que via tudo com certo espanto, disse a Emir, ao lado dele:
_Só eu acho toda essa reação do alpha exagerada? Parece doentio.
Emir o olhou de soslaio e disse:
_E tem razão, é doentio
_Então o que vi nos lhos dele...
O bruxo sabia o que era e cortou:
_Sim, a resposta é sim e os dois terão que superar e se curarem mutúamente, não poderemos interferir, pelo menos não até ele se tornar uma ameaça pra ela e para os outros, eles vão cometer erros e acertos, vão ter momentos de raiva e paixão um pelo outro, ambos tem traumas e receios a superar e terão que fazer isso juntos, pois já entenderam que não vivem um sem o outro e terão que ceder.
Estevão bufou sorrindo e balançando a cabeça enquanto dizia:
_Gosto do alpha, mas a alpha Ayla é de enlouquecer realmente.
Henry e Ayla andavam rápido abraçados, ele tentava cheirar e morder o pescoço dela que ria e pedia pra ele parar, Henry rosnou fazendo graça e a pegou no colo num gesto que lhe pareceu fácil, ela deu um gritinho rindo, ele andava quase correndo com ela nos braços, Ayla, apesar do temperamento de Henry, estava feliz, só lhe faltava uma pessoa pra tudo estar completo, ele disse que agora eles não sairiam mais de casa, ela protestou rindo e se agarrando ao pescoço dele, beijava e lambia o rosto e a orelha dele, já avistava a casa quando ele mandou no mental todos os lobos se afastarem do local, apressou o passo até a casa e chutou a porta entreaberta entrando com Ayla no colo, sentiu cheiro de comida, a colocou de pé no chão batendo a porta com o pé, ambos olharam pra mesa da cozinha e viram que tinha uma refeição posta à mesa, Henry voltou seu olhar pra ela e perguntou:
_Você está com fome?
Ayla não respondeu, tinha o olhar sombrio pra ele e a boca sedenta entreaberta, ele sentiu o coração palpitar, via o desejo nos olhos dela por ele, a imagem da luxúria, era a realização de um sonho que um dia achou estar perdido e sentiu, de novo, receio de perdê-la, se sentia tão feliz que isso lhe causou algo que não estava acostumado a sentir, ela percebeu, viu algo aflitivo nos olhos dele, soltou os botões nas costas do vestido e o puxou pra baixo, o deixando cair aos seus pés, ficando nua, ele imóvel olhando o gesto dela com encanto e desejo, os olhos embaçados, piscou e sentiu seu rosto molhar, estava emocionado, olhou pra toda a imagem dela nua, tinha uma expressão quase inocente, o corpo dela era lindo, perfeito e ardia por ele, engoliu saliva e tirou a camisa sem tirar os olhos dos olhos dela, tirou as calças, ela passou o olhar por todo o corpo dele e arfou, ele deu um passo até ela, acabando com a distância entre eles, se ajoelhou e disse:
_Eu sinto fome e vou me deliciar de você.
Ela gemeu de excitação, ele foi com os lábios até o meio das pernas e lambeu as dobras dela que pousando as mãos na cabeça dele soltou um alto e longo gemido.