Ayla chegou na casa da matilha e Emir a esperava na varanda, ele sorriu e perguntou como ela se sentia, a alpha fez um gesto afirmativo com a cabeça dizendo:
_Obrigada, você tinha razão, se fugisse com os pensamentos que tinha e sozinha, me sentiria perdida agora.
Ele também confirmou com a cabeça e perguntou:
_O que decidiu?
Ela expirou alto e respondeu:
_Não posso fugir, estaria agindo covardemente, consigo enfrentar tudo que tenho pela frente, mas precisarei de ajuda.
Ele sorriu mais confirmando e disse pra ela se limpar, não havia ninguém na casa da matilha e que depois de pronta, ela fosse pro salão de festas, disse ainda que estava tudo pronto, Ayla não entendeu o tom e nem o sentido das palavras dele, concordou, mas antes de sair, o bruxo comentou:
_É lua cheia.
Ayla confirmou e entrou na casa indo pro quarto que ele havia indicado, tomou um banho, colocou roupas limpas e saiu da casa da matilha, tudo parecia silencioso, não havia muito lobos circulando, apenas alguns que se mantinham longe dela, a olhando com curiosidade, ela cumprimentava todos, chegou no salão e assim que foi entrando, ela sentiu o magnetismo, levantou o olhar e viu Henry, sozinho no meio do salão, os olhos dele brilhavam olhando pra ela que paralisou surpreendida e sem tirar os olhos dele, perguntou:
_O que faz aqui e onde estão todos?
Ele arfou a olhando fixamente antes de responder:
_Vim tomar o que é meu.
Ayla via a obsessão nos olhos dele, mirando a presa, sentia o magnetismo dele vibrante e disse com voz falha:
_Deveria estar na matilha gestando o seu filho.
_Aquela loba nunca esteve grávida, era um feitiço, ainda não tenho nenhum filho pra gestar, mas terei com você- disse ofegante.
Ayla se surpreendeu novamente, ele falava a verdade, notou que ele deu dois passos à frente, olhos de caça, lábios trêmulos, entendeu o que estava acontecendo e disse:
_Porque acha que o aceitarei de volta?
Ele apertou os lábios fungando, deu mais um passo até ela, seu corpo todo tremia, suava, sua fera impaciente no peito urrava pela companheira e ficando com os olhos vermelhos como sangue, disse:
_Vou acasalar com você, queira você ou não e não haverão barras de prata ou espadas suficientes pra me impedir, mas serei justo com você e lhe darei cinco segundos de vantagem, então corra!
_Não aceitarei essa imposição...
_Um...
Ayla percebeu que ele não pararia e virou rápido pra correr já tirando a blusa, escutou ele falar dois e m*l saia correndo pela matilha, ainda desabotoando a calça, se transformou e correu com tudo que podia, Henry gemeu de excitação e apertou seu m****o rígido ao vê-la sair correndo, m*l conseguiu terminar de contar, já tirava as calças, ficando nu, saiu do salão dando um longo e alto uivo de acasalamento, se transformou e foi atrás dela, Ayla corria sentindo sua loba urrar pelo companheiro, clamava por ele, não esperava por aquilo, não agora, ouviu o uivo e suas patas pareceram pesar, sua loba lutava pra responder o uivo, tentou sufocar, mas sem conseguir controlar, uivou em resposta, o chamando e ele respondeu:
Henry:
(Estou indo companheira)
Ela se esforçou pra correr sem conseguir pensar no caminho que tomaria, sem conseguir dar toda a velocidade que conseguiria, se sentia excitada, aquela caçada a instigava, foi quando sentiu a proximidade dele e olhou pro lado de onde ele viria no momento que ele saltou pra cima dela, a alpha voltou a forma num piscar de olhos e derrapou abaixada na grama, ele saltou por cima dela sem conseguir pegá-la, parou bem mais a frente rosnando, ela se transformou e correu em sentido contrário, indo em direção às árvores e falou:
Ayla:
(Não conseguirá me pegar)
Henry:
(Não duvide disso)
Ela se sentiu mais excitada e já entre as árvores voltou a forma pra subir uma árvore, ele estava próximo, olhou pra trás por um momento e quando voltou a olhar pra frente, sentiu, antes de ver, que foi derrubada por um salto, Henry em cima dela, a apertou buscando a boca dela e se enfiando entre as pernas dela de maneira desesperada, ela tomada pelo susto, ficou sem reação sentindo ele sugar a língua dela até que ele se posicionou e a penetrou devagar cortando o beijo num gemido alto de prazer, ela também gemeu, era muito bom, sentiu que ele gozou quando entrou todo, ele revirou os olhos travando os dentes num gemido gultural, tremendo pelo júbilo, a apertando com suas testas coladas, pulsava dentro dela e ofegante começou a se mexer devagar e dizer que a amava, Ayla, sem controlar, gozou com aquilo, fechou os olhos arqueando as costas, sentindo o prazer percorrer seu corpo, foi quando sentiu ele aumentar o ritmo e uivar, iria marcá-la, abriu os olhos no momento que ele desceu o rosto no pescoço dela e a mordeu na jugular, ambos gozaram, Henry ao sentir o gosto do sangue dela na boca, foi como saborear o néctar dos deuses, uma explosão de sensações o tirou de si, ficou alucinado pelo prazer que percorreu o seu corpo, o fazendo se contorcer e começou a drenar Ayla que sentindo o que acontecia, tentava empurrá-lo, mas o prazer vinha em ondas cada vez mais intensas pra ele que tinha um orgasmo atrás do outro, num êxtase sem fim, a penetrava ávido, não a soltaria e nem iria parar, ela sentiu que desmaiaria, Henry fincava cada vez mais forte as presas no pescoço dela até que ela sentiu um tranco na cabeça dele, o fazendo soltar as presas do pescoço, ouviu tiros de dardos, vozes falando alto e sentiu Henry sair de cima dela, o puxavam, ficou receosa, estava fraca, não conseguia reagir, sequer abrir os olhos, então escutou a voz de Romeu:
_Está tudo bem, alpha, foi preciso agirmos ou o alpha a drenaria, estava fora de si.
Ela não conseguia responder, sentiu ele a envolver num cobertor e pegar no colo enquanto ouvia barulho de correntes, Henry rosnando e Emir falando para o prenderem mais, sentiu que era levada no colo por Romeu e ouviu:
_Você vai se recuperar, Juliette cuidará de você, o alpha precisa terminar a transformação, pode descansar.
Ayla relaxou, sentiu quando Romeu a pousou na cama e escutou Juliette perguntar se o alpha a tinha drenado muito, apagou e sonhou com a Deusa Luna um dos sonhos mais bonitos que teve com ela, onde ela soube o porquê da Deusa não ter lhe falado do feitiço de Bianca, era uma provação para cada um deles, Bianca saberia agora o m*l que tinha feito e os que pensou um dia em fazer, tendo agora um companheiro e tudo o que isso significava, passaria a entender Luana e Ayla, a alpha provaria o quanto era capaz de suportar, o quanto é forte pelo dever e a fé, Henry descobriria que nada, nenhum artifício era capaz de substituir Ayla na sua vida, porém pro alpha, isso lhe custou certa sanidade, pra ele, ter ao alcance aquilo que julgava perdido, a quem amava com desespero e não poder ter por estar preso a obrigações, foi uma tortura muito pior que a maldição que ele sofreu com resignação, a saudade que sangrava seu coração todos os dias mesmo que agora cicatrizasse, ele teria esse trauma, teria uma obsessão compulsiva por ela e a Deusa a alertou e orientou sobre isso, ele ainda poderia ficar louco, ela era agora o motivo do equilíbrio e desequilíbrio dele, teriam que superar isso juntos pra não causarem o caos em seu meio e nem levarem isso pra outras vidas.